quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mãe Ama Todos os Filhos Igual?

Postado e Escrito por Renata Palombo

Mãe ama todos os filhos igual? Dizem algumas mães que sim... outras dizem que não...

Não posso aqui dizer quem está certa ou errada, mas posso falar de mim, e eu não amo meus filhos igual. Talvez eu ame na mesma intensidade/quantidade, mas amo de formas muito diferentes. Assim como amo na mesma intensidade/quantidade, mas de maneiras diferentes, o meu pai, a minha  mãe, a minha irmã, o meu marido, o meu sobrinho, algumas poucas amigas... enfim...

Pra mim amar igual seria não levar em consideração as diferenças e necessidades de cada um. Acho que cada pessoa precisa de um tipo de amor, e acho também que somos capazes de amar cada pessoa com um tipo de amor diferente, porque ninguém desperta em nós os mesmos sentimentos, as mesmas sensações.

O amor que eu tenho pelo Diego é muito intenso, mas também muito instável. O Diego é muito intenso em tudo o que faz e acho que por isso exige um amor tão intenso também. Só que a impetuosidade acaba gerando a instabilidade porque ninguém consegue viver intenso 24 horas... a gente se esgota, cansa e aí precisa se afastar um pouco para recobrar as energias. Minha relação com o Diego é meio que de amor e ódio. Somos explosivos, mas também somos flexíveis. Brigamos de forma intensa, acreditamos piamente que não gostamos um do outro, mas em poucos minutos estamos nos procurando e nos reconciliando acreditando piamente que jamais amaremos alguém como amamos um ao outro. O amor que eu sinto pelo Diego é de pele, de toque, de cheiro, a gente precisa se tocar, estar junto para saber do amor que sentimos.

Já o amor que eu sinto pela Natalia não é nada intenso. É sereno, porém estável. Ele não sobe e desce, nunca é imenso, mas também nunca é pequeno.Um amor que consegue ser igual por 24 horas sem cansar, sem esgotar, sem se afastar. Também sou explosiva com ela, mas pouco flexível. Como ela é contida, minha explosão não encontra ressonância nela e volta vazia, se por um lado isso me obriga a ama-la de forma contida, também me obriga  a amá-la com inflexibilidade, porque preciso respeitar seu tempo de reparação que diferente do meu não acontece em poucos minutos. O amor que eu sinto pela Natalia não é de pele, é de alma. Não precisamos nos tocar para saber que estamos juntas.

Amores diferentes! Muito diferentes, mas com mesmo grau de importância e precisão. Cada um em suas necessidades (necessidades deles e minhas), mas amores dos quais, hoje, eu não saberia viver sem.

Que bom que existem vários amores!!!

5 comentários:

Dé!! disse...

Re, que mágico e encantador esse seu talento para perceber a sutileza individual de cada um de vocês. Adorei o texto, e concordo contigo no sentido de que o amor é moldado na sintonia entre as duas partes.

Claudia Gimenes disse...

Lindo e verdadeiro amiga. A gente ama cada pessoa de forma diferente, com intensidades diferente e não seria diferente com os filhos.

Amei o texto que é de muita sensibilidade e de extremo auto-conhecimento!

beijos!

Cris Fagá disse...

Sabe que escrevi sobre isso uma vez no blog da Luana?

http://fagga.blogspot.it/2009/03/para-minha-filha-luana.html

Uma mae nunca ama seus filhos iguais. E eu entendi isso. Sem culpas e sem grilos...

Anônimo disse...

uau .... arrepiou e me emocionou. vcs se complementam e isso faz tão forte o amor e o elo q os une e por isso formam uma família de verdade. Como sempre belíssimo texto e não pelas belas palavras mas pela sinceridade q expõe suas emoções.
ju palombo

Ro Archela disse...

Que texto lindo! É verdade! O retorno é mito diferente também. beijos, Ro

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