terça-feira, 9 de abril de 2013

Suco de Carambola

Escrito e postado por Renata Palombo

Fonte: Arquivo Pessoal

Hoje o suco aqui em casa foi de carambola. 

Muito fácil de fazer! Só lavar bem a fruta, bater no liquidificador com um pouquinho de água (com casca e tudo) e coar...

Como as carambolas estava bem docinhas nem foi necessário adoçar!!! É bom aproveitar bem essa época do ano para as carambolas, pois é uma das frutas da estação o que a faz mais saudável e mais barata também.

E para fazer um agrado à família, cortei umas fatias da carambola, para enfeitar os copos. Impossível não querer beber um pouco deste suco lindo, não é???

 Fonte: Arquivo Pessoal


* Atenção: Carambolas não devem ser ingeridas por pessoas com insuficiência renal, pois a fruta possui uma toxina natural que não é filtrada pelo rim destas pessoas, ficando retida no organismo podendo causar graves prejuízos a saúde.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Tão diferentes e tão iguais...

Escrito por Juliana Palombo
Postado por Renata Palombo
  
Hoje, Juliana nos traz uma boa (divertida) reflexão sobre igualdades e diferenças entre mães. Confira e expresse suas opiniões.
" Com o título Tão diferentes e tão iguais, estou me referindo as mães. São tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais.
Hoje tive o prazer de sair com duas amigas que são mães de filhos de idades bem próximas ao do meu filho. Uma alguns meses mais velha e o outro um mês mais novo.
Voltei desse encontro altamente reflexiva. Primeiro porque percebi que do tempo juntas 95% do tempo o assunto foi filhos ou algo relacionado. Os outros 5% ficaram divididos nos momentos de silêncio enquanto comíamos e 1% de fofoquinha. Será que um dia conseguiremos distribuir melhor esse tempo e falar também da gente, de trabalho, dos maridos, da casa etc? Tomara!!
E segundo, o teor do meu texto, porque percebi durante o diálogo a necessidade que mãe tem de se justificar. Se fala uma coisa diferente das outras mães, ou não está muito segura, trata-se logo de se justificar. Eu, por exemplo, fiz isso hoje várias vezes.
Mas porque fazemos isso? Por acaso existe a mestre das mães que não erra nada e faz tudo perfeito? Óbvio que não. A gente acerta e erra em fração de segundos. Então podíamos parar com essa coisa de dizer: Eu dou isso, mas só porque.... Ou faço aquilo, mas também... Eu queria que fosse assim, no entanto...
Ahhhhh, vamos assumir de vez. Eu faço e ponto! Faço porque é cômodo, faço porque não vejo mal, faço porque é mais fácil, faço porque penso assim. Creio que chegar nesse patamar nos fariam mães mais felizes e mais bem resolvidas (com menos culpa).
Uma segue uma alimentação mais regrada, mas no quesito higiente é nota 3. O filho estava comendo pedra do chão enquanto ela comia seu açaí. A chupeta do coitado caiu no mínimo umas 5 vezes no chão e enquanto em coro mandavam lavar, lá estava a mãe tacando a chupeta na boca do filho. E daí que essa criança até hoje não comeu açúcar? Ela já comeu até pedra....
Em contrapartida, uma das mães no quesito higiene é nota 10. Pra se ter idéia, uma vez a empregada dela estava com gripe, ela foi a farmácia e fez a moça continuar o serviço de máscara hospitalar para não contaminar o filho dela (rrsrsrs). Por outro lado o filho dela está amarelinho porque ela se perdeu na função de alguns alimentos e lasca caroteno no coitado. Inclusive uso o exemplo dela para dar um alerta, caroteno não está apenas na cenoura e na beterraba, também se faz presente e em grande quantidade nos alimentos verde-escuro. Ela cortou tudo e caprichou no brocólis e espinafre. Errou! Mas qual o problema?
E a outra mãe também 10 no quesito higiene, se esforça para dar a pequena uma ótima alimentação, mas contou que esses dias sua filha de 1 ano e 4 meses comeu sorvete. Sim, sabemos que é precoce a introdução de açúcar na dieta, mas isso não a faz melhor ou pior mãe. Já foi!
A propósito nesse encontro aconteceu muitos outros exemplos que eu poderia citar. Uma beija na boca do bebê, outra não, a outra além de não beijar ainda quis acrescentar uma teoria do tal complexo de édipo. Uma ainda amamenta no peito (ponto super positivo), mas que não a faz melhor ou pior que as outras duas mães que na primeira recusa dos bebês ao peito (situação normal dos bebês) ao invés de insistirem optaram logo por darem mamadeira. E daí? Fizeram mesmo e ponto.
Uma é a favor de colocar na escola bem cedo prezando pelo desenvolvimento. A outra abriu mão do emprego para ficar exclusiva nos cuidados. A outra decidiu que a avó ficaria com os cuidados do dia para que pudesse trabalhar em paz. Resultado: Todos são super espertos, todos são saudáveis e claro que nas diferenças que existem nenhuma prejudicial que precise chamar o conselho tutelar ou a supernanny.
Uma por ser fisioterapeuta deixa a filha livre, leve e solta prezando pelo desenvolvimento motor, ainda que isso renda uns galos na cabeça. A outra psicóloga, da tal teoria do édipo, também deixa o filho se esborrachar porque não quer que ele cresça com medos e melindres, a outra formada em Administração/Marketing tem a sensibilidade a flor da pele e zelosa ao extremo (sim, é essa mesma que deu a máscara hospitalar pra empregada) quando o filho leva um tombo ela imediatamente se desculpa com ele e choram juntos.
Um manda beijo, o outro dá tchau, a outra arruma os cabelos... Nossa, é muita traquinagem. É muita "deliciura". Esses pequenos são lindos, saudáveis e super espertos são filhos dessas mães tão diferentes, mas que no resumo da ópera são tão iguais.
E por essas trocas e desabafos, que voltei pra casa reflexiva. Em busca dessa paz interna de que não devemos nos comparar ou se culpar e sim buscar dia após dia a exercer o nosso papel de mãe. Errando ou acertando? Não! Errando E acertando. Só assim seremos mães de verdade. Mães que se preocupam em fazer o melhor, no entanto, que tenham a consciência de que em termos de maternagem não existirá nunca A MELHOR.
Quer dizer, existe sim. Porque tenho certeza que dado o amor verdadeiro aos filhos um dia ouviremos deles (e torço por isso) que somos a melhor mãe do mundo. Se para os filhos tivermos esse papel, valeu toda neura. Você não acha?"

terça-feira, 2 de abril de 2013

Sou Doula

Escrito e Postado por Renata Palombo


 
Fonte: www.maternidadeativa.com.br

Quinta-feira passada foi o último dia do curso de Doulas que eu estava fazendo e como eu publiquei aqui minha impressão do primeiro dia, resolvi publicar também como foi (para mim) concluir o curso.

Apesar de ser um curso de pequena duração, foi (para mim) um curso muito intenso. O conteúdo foi intenso, a carga horaria foi intensa e o contato com as pessoas foi intenso. 

Eu não sei se foi o curso em si, ou o meu momento de vida, mas (para mim) foi transformador. Um divisor de águas... Acho que consigo olhar uma Renata antes do curso e outra depois... Uma maternagem antes do curso e outra depois.

Pude repensar meus conceitos de feminino, sexo, desejo, crença, tempo, existência, maternidade, maternagem, dedicação, decisão, companheirismo, casamento, direito de escolhas, sonhos, respeito, vivência, passado, presente, futuro...

No post anterior escrevi que nascer é um processo, mas na verdade viver é um processo... e quem somos nós para controlar este processo? Quem somos nós para altera-lo? Quem somos nós para reclamá-lo? A vida é muito mais do que podemos enxergar, há muitas coisas escritas nas entrelinhas e muitas vezes assistir a vida com paciência e sem grandes intervenções é a decisão mais sabia que podemos tomar... Estar atento para identificar a hora certa de grandes intervenções, respeitando o tempo e as diferenças. Sim! A natureza é sábia e o Deus que a criou é ainda mais... 

Que Deus me dê sabedoria para identificar a hora certa de intervir e serenidade para contemplar com alegria e que pode seguir seu curso natural.

Nestes dias descobri ainda que já vinha doulando há tempos anteriores ao curso. Desde que me tornei mãe por adoção e mais ainda depois que iniciei este blog, sou procurada frequentemente por mulheres e casais que estão interessados em adotar, que estão no período de adaptação com seus filhos ou que já adotaram, para buscar apoio emocional e esclarecer dúvidas...  As dores das "gestações" e "partos" da adoção acontecem somente na alma, o tempo de "gravidez" pode durar anos e o tempo do "parto" meses...  Recebo quase que diariamente comentários e e-mails nesse sentido e já tive o prazer de ver algumas famílias nascendo, de acompanhar alguns "partos" adotivos, já tive o privilégio de "segurar nas mãos" de algumas mães que ansiavam pela chegada de seus filhos e dizer "força, que eles já estão chegando". 

Taí... acabei o curso, recebei o certificado e estou pronta (pelo menos no que diz respeito a teoria) para doular gestantes, parturientes e puérperas... 


Estou me lançando no universo para ser DOULA. 
Quero doular mulheres que estão gestando na carne, quero doular mulheres que estão gestando na alma e quero doular mulheres que estão gestando na alma e na carne!


Que venham as oportunidades...

*Minha formação foi pelo Grupo de Apoio a Maternidade Ativa (GAMA) em São Paulo. Quem tiver interesse na formação, eu indico. Entre no site do GAMA e se informe sobre próximas turmas.

terça-feira, 26 de março de 2013

Descobrindo a Maternagem em um Curso de Doulas

Escrito e Postado por Renata Palombo



Ontem eu comecei a fazer um curso de Doulas! Um curso que eu já sonhava fazer há muito tempo, mas que por algum motivo desses da vida onde "tudo tem a hora certa pra acontecer", só consegui fazê-lo agora.
Decidi registrar aqui minhas impressões do primeiro dia de curso, pois foi um dia marcante pra mim!
Fui atrás do curso pensando em mais uma possibilidade de atuação profissional, mas encontrei lá muito mais do que isso. Encontrei coisas que sei que faltam em mim, mas que em nenhum momento foi a minha intenção ir lá atrás delas, como por exemplo intuição e serenidade. Intuição para acreditar mais no que sinto e serenidade para compreender que tudo na vida tem seu tempo (inclusive o trabalho de parto).
Consegui pensar na força do meu útero não como algo que me destrói como muitas vezes eu pensei, mas como uma força linda, vital e visceral. Força esta que não sou capaz de controlar, mas que de alguma forma me empodera.
Tive o prazer de conhecer muitas mulheres, de todos os tipos, crenças e credos que puderem imaginar! Histórias incríveis de perdas e ganhos que marcaram a vida de cada uma delas de maneira especial, mas que ontem marcaram também a minha vida por conhece-las.
Um curso de parto humanizado, sem dúvida é para falar sobre a vida. Mas muitas mulheres enquanto contavam porque escolheram fazer aquele curso falaram de perdas e mortes irreparáveis, o que me fez pensar que morte também é vida. Morte também é vida porque faz parte dela e só podemos sofrer a morte porque estamos vivos. Morremos todos os dias para muitas coisas e muitas coisas morrem para nós todos os dias.
Aprendi que nascer é um processo! Um processo que não tem fases e que não tem tempo! Acontece porque é instinto, acontece porque são vísceras, acontece porque é assim que tem que ser! Interferir neste processo pode interromper ou impedir... Aprender isto não serve só pro nascimento físico, mas serve também para o nascimento subjetivo que vivemos todos os dias em nossas vidas: o nascimento do filho, o nascimento da mãe, o nascimento do pai, o nascimento da profissional, o nascimento do dia, o nascimento do blog, o nascimento do conhecimento...
Fui para descobrir uma profissão, mas saí descobrindo ainda mais a maternagem. Afinal ser doula também é maternar a gestante, a família, o bebê...
Achei o curso transformador. Achei que todas as pessoas do mundo deveriam fazê-lo um dia!!! Independente da experiência que se teve só com o parto físico (cesárea ou normal) ou só com o parto emocional (como o meu por exemplo) ou com ambos... independente da experiência porque não se pensa só no parto para o nascimento de um filho, mas no parto do nosso próprio nascimento.
Nem todos tiveram ou terão a oportunidade de parir fisicamente, mas certamente todos tiveram a oportunidade de serem paridos!
Acho que é isso!!!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Uma história de Adoção

Escrito por Sheronh Keily Pereira
Postado por Renata Palombo
Fonte: Arquivo Pessoal

Há algumas semana publicamos um texto da Sheronh: "A Maternagem por vários Ângulos" onde ela nos contou um pouco sobre sua história. Hoje ela nos presenteia novamente com mais um texto. Boa leitura!

 
"Uma gravidez indesejada, um namoro sem futuro, um homem desprezível e uma mulher que simplesmente queria cuidar o bebê que estava à espera. Um homem que não aceitou a gravidez e fez ameaças. Uma mulher que desesperada, não tinha apoio da família.

Assumir um filho sem querer continuar um relacionamento, hoje é mais comum do que há 20 anos, por exemplo. Infelizmente, muitos querem um relacionamento baseado em superficialismos, querem relacionamentos sem futuros e não tomam os devidos cuidados. E nesse descuido, pessoas sofrem. É comum hoje encontrarmos mães solteiras que se doam por completo, que procuram certa estabilidade financeira para proporcionar conforto aos filhos. Mas há alguns anos, uma mãe solteira, sem apoio da família, sequer conseguia um emprego. E partiam então, para a adoção.

Há aproximadamente 20 anos uma mulher que já tinha um filho, um menino lindo, mas que também não teve o prazer de poder criá-lo, educá-lo, estava novamente grávida. Seu primeiro filho, um lindo menino passou a receber amor e carinho de um casal de tios. Agora mais uma gravidez, de um homem que não queria assumir a mulher, tampouco a gravidez.

Em 1992 nascia então, uma menina. Sem apoio de alguém da família, a mãe mudou-se de estado em busca de trabalho e estabilizou-se em uma instituição. Trabalhava como auxiliar administrativa e ficou com sua filha por alguns meses naquele local. Viajava com a responsável pela instituição e era obrigada a deixar sua filha com as pessoas daquele local. E assim foi, por aproximadamente 8 meses. Até que a instituição, que era irregular, desestabilizou-se e mais uma vez, uma mãe com uma criança em seus braços, encontrava-se sem rumo certo.

Até o processo final de desconstrução da instituição, tiveram um tempo para decidirem o que fazer. A mãe e os colegas daquele local freqüentavam a igreja local, e lá conheciam muitas pessoas.

Nesse período, um casal que estava aproximadamente 10 anos casado, e com tentativas de ter filhos frustradas, e também com uma decepção, após terem conseguido a guarda de uma criança e meses depois a mãe da mesma voltou para buscá-la, continuava almejando uma criança, que pudesse alegrar seus dias, que preenchesse o vazio existente naquela casa. Foi então, que já conhecedores da situação da mãe e da filha que estavam sem ter aonde ir, foram procurados por um casal de amigos para adotarem aquela menina. Dúvidas, preocupações surgiram, mas a esperança era muito maior. Após algumas conversas, o casal decide adotar a menina, então com 10 meses de vida. O processo de adoção encerrou-se quando a menina já tinha três anos de vida.

Quando o processo foi encerrado a mãe biológica, já havia conhecido outro rapaz, estavam casados e nos primeiros cinco anos de casamento, já tinham dois lindos filhos. Aproximadamente neste mesmo período foi embora para outro estado. Sabe-se que foi um período de muitas dores, de sofrimento, de culpa, mas de superação.

Os pais que realizaram o sonho de ter um bebê adaptavam-se a nova vida, oferecendo sempre muito amor, muita segurança, conforto e dias felizes para a mais nova integrante da família, que criança com saúde e rodeada de carinho.

Os anos foram passando, e a distância não mais permitiu qualquer contato entre as famílias. Os pais adotivos decidiram contar sobre a adoção a filha, e aos poucos ela foi assimilando, entendendo e a curiosidade aumentando. Nunca sentiu raiva, nunca guardou rancores da mãe biológica, e ao contrário disso, passou a querer ter contato, ou ao menos conhecê-la de alguma forma. Amava sua mãe biológica, sim! Amava-a por entender que o fato de ter entregado-a a adoção foi o melhor que pôde acontecer. Sim, dúvidas existiam, principalmente após ouvir algumas declarações como: “você foi abandonada”, “sua mãe não quis você”, e outras. Mas o que prevalecia, era o amor, este enraizado dentro do coração daquela menina, já pré-adolescente, acredito que por Deus.  A partir dos 14/15 anos, começou então uma procura maior, agora tinha a disposição a internet, o tão antigo Orkut. Fazia a procura acompanhada da mãe de coração, que sempre a incentivou. Até que em um belo dia, ao abrir o Orkut, na caixa de recados, estava lá um recadinho que encheu os olhos de lágrimas, que causaram também um medo! Mas ao mesmo tempo, uma felicidade indescritível. Um dos sonhos se realizou e até hoje as duas mantém contato.

Bom, a menina que tanto falei nesse texto sou eu. Há cinco anos eu e a mãe biológica temos contato, e este é quase que diário, graças as redes sociais. Enfrentei sim um período difícil de assimilação e entendimento do que era. Foram várias as vezes que sentia um aperto no coração por não poder estar perto daquela que me gerou, mas sentia um conforto logo.

Lido com a adoção da melhor forma possível, sei o quanto fui e sou amada por meus pais. Acredito piamente que tudo que acontece conosco tem um propósito Divino. De tudo tira-se um aprendizado, uma experiência. E é assim que encaro todo esse processo. Grata por tudo. Grata pelos amigos que nos momentos difíceis estiveram comigo, grata pela vida e por todos meus familiares!

Através das redes sociais, tive o privilégio de conhecer uma pessoa especial demais! Que esteve comigo em TODOS os momentos dos últimos meses. É amiga para todos os momentos, e tornou-se minha mãe virtual, falo de Ana Cristina! Amo você!

Obrigada pelo maravilhoso convite, amiga Renata! Sinto-me feliz e privilegiada por fazer parte de seu blog. Um super abraço a todas que me leram até agora!
Fiquem com Deus!!"
 
Sheronh, sua experiência prova que não importa o que vivemos, mas sim o significado que damos àquilo... Muitas pessoas ao viverem histórias semelhantes se revoltam... outras ao ouvirem histórias semelhantes sentem dó da criança ou raiva da genitora... você (sabiamente) escolheu ser feliz e acreditar que nada na vida é por acaso. Todos nós temos altos e baixos em nossas vidas, temos "buracos" em nossa construção da maternagem e filiação... quão bom seria se todos nós escolhêssemos ser felizes e gratos a Deus pelo que temos e não revoltados pelo que nos falta. Obrigada por compartilhar!
 

* Sheronh Keily Pereira, tem 20 anos, mãe de um anjinho (Nícolas) que aos três meses de vida, deixou essa terra para habitar nas alturas junto com nosso Pai. Divorciada, foi casada durante 3 anos e a separação se deu no período que o filho estava hospitalizado. Atualmente trabalha na prefeitura de seu município, onde está envolvida nas causas sociais do município. É apaixonada por leitura e pela vida.Cristã, vive com fé, é ela que a fortalece sempre.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Os "30 anos"

Escrito e Postado por Renata Palombo

Fonte: Google Imagens
 
 
Sabe o que eu descobri? Que os "30 anos" é uma idade decisiva, onde tudo se resolve ou não se resolve.
 
Por algum motivo, que eu não sei explicar, todas as vezes que eu me angustio com algo que meus filhos não sabem fazer eu me pergunto: "será que quando tiver 30 anos ele(a) conseguirá fazer isso?". Quando é algo que insiste em fazer errado, faço a mesma pergunta mental: "Será que vai continuar fazendo isso errado até os 30 anos?"
 
"Será que quando tiver 30 anos vai conseguir dormir sozinho todas as noites?"
 
"Será que vai ter 30 anos e ainda vai derrubar comida no chão na hora das refeições?"
 
"Até quando tiver 30 anos vai continuar lavando só a barriga na hora do banho?"
 
"Será que vai precisar de ajuda na lição de casa até 30 anos?"
 
A gente repete as ordens, ensina de novo e parece que "não aprendem"... as vezes não bate aquela sensação de que nunca aprenderão? Em mim bate esta sensação sempre, embora eu saiba que sim... vão aprender sim!
 
Um dia um colega de trabalho me contava sobre as dificuldades que teve no treino sanitários de sua filhinha e me confessou: "Eu juro que pensei que ela fosse fazer 30 anos e ainda estaria usando fraldas".
 
UFA!!!
 
Foi um alívio ouvir isto. Descobri que a benção ou maldição dos 30 anos não era coisa só da minha cabeça...
 
Aí, estes dias fomos ao dentista. A dentista orientou que Diego passasse fio dental nos dentes sozinho e que eu apenas monitorasse vez ou outra e reforçou a orientação com a seguinte frase: "É melhor você deixar ele passar o fio sozinho porque senão ele vai ter 30 anos e ainda não vai ter aprendido a passar o fio dental".
 
Opa! Mais uma para o time dos 30 anos...
 
Eu não faço ideia de quem definiu os 30 anos como idade marco, mas se você ainda não tem essa idade aproveita que ainda da tempo de aprender muitas coisas! Ou não... 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Pais a imagem e semelhança de Deus

Escrito por Juliana Palombo                                                                                                                Postado por Renata Palombo 
Fonte: http://www.advir.com
 
 Hoje temos um texto espiritual escrito por nossa colaboradora Juliana Palombo:
"Meditando sobre a criação do mundo e dos homens, me veio à mente uma reflexão sobre o papel de pai e mãe.  Esses papéis estão atrelados a parir? Ou a gerar?
Deus em sua sabedoria responde essa pergunta claramente através de seu exemplo.
Deus (para quem nEle crê como criador) não pariu filho algum. Ele simplesmente gerou. Gerou dando parte do seu tempo para planejar seu filho. Pensou no tipo de educação que queria dar a eles.  Preparou-se. Mesmo com a agenda cheia, teve fôlego de sobra para assoprar-lhes a vida, e depois de feito tudo isso, viu que era bom, sentiu amor e deu-lhes o título: Filhos. E a Deus, que título se deu? Todo esse empenho, zelo e amor, só podia ser: Pai.
Engraçado, que se pai e mãe fossem só os que parissem, Ele poderia nas gerações depois de Adão e Eva se dar o título de Avô. Mas avô tem outras funções. As que ele exerce geração após geração e nos deixou de exemplo é de PAI.
Concedeu a mulher que parisse através da contribuição do homem, por uma questão prática e dotada de conceitos que podemos abordar depois, para dar sequência a espécie. Todavia não atribuiu o papel de pais e filhos resumidos a esse ato, e sim o citado acima, ou seja, seu modelo comportamental de paternagem/maternagem.
Modelo que quando seguido forma a família. Genitor e Genitora só se tornam pais e mães quando pré-dispostos a amar, educar, ensinar, doar-se. Se esses princípios não fizerem parte da relação, esse homem e essa mulher são apenas genitores e somente aquele ou aquela que receber em seus braços o novo ser e lhes der o necessário para crescer em sabedoria e graça, esses sim poderiam ser pais e mães. Porque Mãe e Pai é diferente de Genitora e Genitor.
Então eu pergunto:
- Quando foi, que parte da história desse mundo as pessoas se esqueceram desse princípio cristão para questionar o papel de pais e mães?
Não consigo precisar, mas com certeza há muito tempo. Porque deturpar um princípio bíblico é consequência do pecado, e esse já está instalado em nossas vidas há muito tempo.
Por isso, para quem ainda não sabe, a adoção não é um consolo, é uma oportunidade. Filho só é filho se assumido por um pai ou uma mãe.  Diferente disso, ele é apenas um ser parido.
Parir pode ser maternidade/paternidade.  É pôr no mundo um ser e escolher se quer ser para ele pais ou não.
Gerar é maternagem/paternagem. É o processo da escolha, da espera, do planejamento, da doação, da abdicação, de cuidar, zelar e tudo isso pode ser aplicado independente do ato de parir.
A Deus, a minha gratidão, por tanta sabedoria ao criar o ser humano de uma forma tão genuína, porém de nomear uma família pelos afetos que os unem. Obrigada por que mais que parir, nos deu o ato de gerar. Nem todos podem ou querem parir, mas todos podem querer gerar, inclusive os que pariram ou vão parir.
Parabéns se você escolheu gerar, afinal assumir as responsabilidades desse ato é que nos fizeram e farão de muitos PAIS E MÃES."

sexta-feira, 15 de março de 2013

Descobrindo a Maternagem na inauguração do circuito Barbie Studios e Max Steel - O Herói Está em Você

Escrito e Publicado por Renata Palombo
 
 
 Essa semana recebemos um convite muito legal da Mattel! O blog Descobrindo a Maternagem foi convidado para participar do Coquetel de lançamento do Evento Itinerante Barbie e Max Steel que aconteceu ontem (14/03/2013) no Shopping Market Place em São Paulo.
 
Claro que uma "pessoinha" aqui de casa adorou a ideia e ficou contando os minutos para o evento...
 
O circuito do Max Steel começa onde os garotos recebem um carimbo e um colete de agente secreto, depois passam pelo laboratório N-Tek e na Estação Digital, os garotos testam suas habilidades com jogos de tecnologia no computador do Max Steel. A Estação Aventura disponibiliza ainda uma brinquedoteca com diversos bonecos e acessórios.
 
Teve alguém aqui de casa que se divertiu muito por lá:
 
Fotos do circuito Max Steel - O Herói está em você
 
O pai também quis ser um agente secreto...
 
Pai e Filho Agentes Secretos
 
Como minha filha já tem 18 anos e, óbvio, se interessou muito pouco em nos acompanhar até o evento, tive que me aventurar sozinha pelos Estúdios da Barbie e intensificar a campanha "marido precisamos de uma menininha"...
 
 
Fotos  no Circuito Barbie Studios
 
Mas como tenho um filho muito parceiro, ele topou me produzir e depois tirar uma foto comigo nos estúdios da Barbie...
 
Meu filhote sendo solidário a mim
 
Tudo muito encantador, com luzes, tapete rosa e limusine da Barbie, o clima cinematográfico toma conta do espaço. As meninas podem entrar no camarim da boneca e criar um look especial e depois são a estrela de uma gravação do Reality da Barbie.
 
E de quebra ainda vimos alguns famosos que também foram convidados para o coquetel de lançamento...
 
Patrícia de Sabrit e o filho Max
 
Jacqueline Dalabona  e a filha Natália
 
Rodrigo Silva, filho do Apresentador Fausto Silva (É! Tá certo! O molequinho não é famoso... mas o pai dele é... isso q importa... rsrsrsrsrs)
 
Lá o púbico pode conferir também uma exposição inédita de Barbie Celebridades que apresenta 100 exemplares da boneca inspiradas nas estrelas do cinema e personalidades da música. 
 
O evento é uma boa sugestão de roteiro infantil para quem mora em São Paulo.
 
O evento abriu para o público hoje (dia 15/03/2013) e estará no Piso Térreo - Praça de Eventos do Shopping Market Place até dia 31 de Março com Entrada Gratuita.
 
 
Mais Informações:
Barbie Stu
dios e Max Steel – O Herói Está em Você
Local:
Shopping Market Place (Piso Térreo – Praça de Eventos)
Data: de 15 a 31 de março
Horários: segunda a sexta: 14h às 20h; sábados: 11h às 20h; domingos: 14h às 20h

Endereço: Av. Dr. Chucri Zaidan, 902
Entrada: gratuita
Informações: Tel: (11) 3048-7000 -
www.marketplace.com.br
 



quarta-feira, 13 de março de 2013

Mães Especiais


Escrito e Postado por Renata Palombo

Fonte: Google Imagens

Há algumas semanas, por motivos de saúde de um familiar, eu precisei passar o dia inteiro na AACD. Pra quem conhece a AACD, já esteve lá ou apenas já viu alguma reportagem na TV, deve saber que lá é um lugar cheio de mães.

Mães tão diferentes e tão iguais a mim, ao mesmo tempo.

Diferentes porque cada mãe tem uma história e cada mãe tem um filho diferente do outro. Lá tinha filhos deficientes visuais, cadeirantes, com paralisia cerebral, com ausência de membros, com todos os membros, no colo, no carrinho, no chão, grandes, pequenos...

Iguais porque observei que cada uma daquelas mães tinham o desejo e o esforço para aceitar as responsabilidades e preocupações da maternagem sejam elas quais forem. Eu não conheço a história de cada uma daquelas mães e nem sei que tipo de mães são, se são autoritárias, permissivas, amorosas... não sei se são boas ou más ou se assim como eu são boas e más... mas uma coisa eu tenho certeza: a maioria delas eram mães que não desistiram de seus filhos diante das dificuldades que enfrentam.

Eu tenho muitas dificuldades com meus filhos, mas nunca vou desistir deles. Será que isto me faz uma mãe especial?

Me lembrei de uma amiga muito querida que quando descobriu que seu bebê tinha uma grave deficiência visual ouvia muitas pessoas lhe dizerem frases como: "Deus só dá filhos especiais para mães especiais". Um dia ela me confessou que odiava ouvir isso porque pensava com revolta: "Eu não quero ser uma mãe especial, quero ter um filho normal e ser uma mãe normal".

Eu também ouço coisas assim. Muitas pessoas dizem que sou uma mãe especial, por ser mãe por adoção, adoção tardia.

Eu tenho filhos normais (pelo menos do ponto de vista físico), que são adotados. Isto me faz uma mãe especial? Estas mães com quem tive a oportunidade de conviver na AACD por um dia tinham filhos biológicos "especiais" portadores de inúmeras deficiências físicas e intelectuais. Isto faz delas mães especiais? Quem é mais especial: eu ou elas? E quem é mãe por adoção de um filho portador de deficiencia, é duplamente especial?

Enquanto eu olhava para aquelas mães e aqueles filhos, eu fiquei pensando que não importava as limitações que os filhos tinham, a vida segue para todo mundo com lutas, dificuldades, desafios, conquistas, gratificações, amores, tristezas, medos, descobertas... Sim... além do que, o que é luta pra mim pode não ser para outra, o que me causa medo pode não causar na outra, o que tenho como dúvida posso encontrar como resposta na outra e assim por diante...

Acho que esta diversidade não torna ninguém melhor do que ninguém, até porque eu nem sei se o "igual" existe ou sé é apenas o "mito do igual".
 
Meus filhos têm muitas limitações e eu como mãe, também tenho muitas delas.

Deveríamos parar com a mania de segregar, rotular, de achar que todas as pessoas são mais ou menos felizes pelas limitações que enfrentam ou ausência delas. Pessoas não são mais ou menos especiais pelas escolhas que fazem.
 
Todas as mães são especiais!
 
Todos os filhos são especiais!

segunda-feira, 11 de março de 2013

A Maternagem por vários Ângulos

Escrito por Sheronh Keily Pereira
Postado por Renata Palombo
 
O texto de hoje é de uma leitora do nosso blog: Sheronh Keillyh. Ela tem uma história ímpar com a adoção e maternagem e hoje conta um pouquinho disso pra gente... Eu amei o texto dela e acho que vocês também vão gostar.
 
"A verdade é que preconceitos são adquiridos, e é na convivência que certos conceitos são quebrados.
 
Infelizmente, o tema adoção ainda não faz parte dos temas mais discutidos entre os de amigos. E sabe  por que eu falo que infelizmente? Porque há grande necessidade de discutir este assunto, e quem sabe um pouco sobre adoção concorda com essa minha linha de raciocínio.
 
Dados deste ano mostram que a quantidade de pais inscritos no país para o processo de adoção é maior que a quantidade de crianças e adolescentes aptos para a mesma. Aproximadamente 28000 inscritos, em torno de 5300 crianças e adolescentes aptos, sendo que existem aproximadamente 40 mil crianças. O que explica esses dados? O perfil preferido na adoção que é até os 3 anos de idade. E aí até mesmo aqueles inscritos que querem adotar alguma criança com mais de 4 anos, um adolescente ou jovem tem de ficar na fila de espera. Outro fator que atrapalha o processo de adoção, é a burocracia! Penso que deveria ser mais fácil.


 Bom, mas vamos ao principal motivo de eu ter chegado até este blog: Sou filha adotiva!

 
Fui adotada aos 10 meses de vida, e o processo durou aproximadamente 2 anos até que minha mãe tivesse os documentos em mãos, tudo legalizado. Não estive em abrigo, dos braços de minha mãe biológica, já passei aos braços daquela que me deu todo amor, carinho e educação, a quem devo minha vida. Desde sempre sei de parte do que aconteceu.
 
Hoje, tenho contato com minha mãe biológica, e sim, você pode achar estranho, mas eu A AMO! Acredito piamente nos planos de um Ser Supremo, nos planos Daquele que rege o universo e nossas vidas. Sei conviver com isso tranquilamente. Hoje tenho 20 anos, já fui casada e sou mãe, mesmo que meu filho tenha ficado pouco tempo comigo (partiu para o céu aos 3 meses de vida).
 
Gerar um filho é um sentimento sem explicação e acredito que adotar é sim gerar um filho!
 
Para alguns, a gestação dura meses, outros dura anos! Mas é sim um período em que você se prepara e que ama um ser, sem mesmo tê-lo conhecido.

Por fim, quero aqui dizer que a adoção, é um dos mais lindos manifestos de amor na sociedade. Não faça por dó, por pena... faça-o por e com amor!!

 Obrigada pelo convite Renata! Sinto-me privilegiada por poder contribuir um pouquinho com seu espaço! Beijo no teu coração!"
 
Obrigada você Sheronh!!! Eu que me senti privilegiada com este texto que em tão poucas palavras explana sobre o ponto de vista da maternagem de inúmeros ângulos... pena que as pessoas continuam achando que a possibilidade de ser MÃE existe de uma única maneira.

* Sheronh Keily Pereira, tem 20 anos, mãe de um anjinho (Nícolas) que aos três meses de vida, deixou essa terra para habitar nas alturas junto com nosso Pai. Divorciada, foi casada durante 3 anos e a separação se deu no período que o filho estava hospitalizado. Atualmente trabalha na prefeitura de seu município, onde está envolvida nas causas sociais do município. É apaixonada por leitura e pela vida.Cristã, vive com fé, é ela que a fortalece sempre.



sexta-feira, 8 de março de 2013

Resoluções para 2013

Postado e Escrito por Renata Palombo
 
Não publico nada no meu blog desde a "Carta a Minha Filha" em 24 de Dezembro.
 
Claro que tenho muitas "desculpas verdadeiras" para minha ausência, como por exemplo excesso de trabalho, computador quebrado, falta de inspiração e etc, etc e etc... mas a verdade mesmo é apenas uma questão de: prioridades!!!
 
Já entramos no mês de março, mas eu sinto que deveria iniciar o ano de 2013 no meu blog fazendo planos, afinal embora já no 3º mês, começo é sempre começo... E eu estou começando o ano por aqui somente agora...
 
Tenho muitos planos para 2013, mas eles não partem do zero... lembro que no início de 2012 eu publiquei em Bem Vindo 2012 meus principais planos para o ano.

Hoje avalia-os e vejo o que poço renovar para este ano ou não...
                                                                                            
 
Feliz 2013!!!
 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Carta à Minha Filha

Escrito e Postado por Renata Palombo
 
Estamos em época de Natal.

A palavra "natal" significa nascimento e é usada para o dia 25 de Dezembro porque é a data em que grande parte do mundo cristão comemora o dia do nascimento de Jesus.

Supomos que minha filha Natalia se chama assim, justamente por ter nascido nesta época. 

A palavra Natalia vem do Latim e deriva de "natus", mesma palavra da qual deriva natal e igualmente significa nascimento (não era muito dificil supor que Natalia também significava "nascimento"). Ontem ela comemorou a data de seu nascimento (mais um ano de vida) e amanhã comemoraremos a data do nascimento de Jesus.

Quando o Diego fez aniversário, eu publiquei aqui uma carta ao meu filho. E hoje eu gostaria de fazer o mesmo pelo aniversário da minha filha e deixar registrado aqui uma carta que escrevi a ela.

Naty,

Independente de ter nascido na época do Natal o significado do seu nome faz jus ao que você realmente é!

Sei que sua vida não foi fácil e ainda não é... Sei que hoje sua vida não é fácil porque como todas as pessoas do mundo você tem suas preocupações, tristezas e dificuldades diárias, mas sei que a bagagem emocional que você carrega consigo torna tudo ainda mais pesado.

Por isso acho que faz jus ao seu nome.!!! Você tem o dom de "nascer" todos os dias e se dar uma nova chance! Você "nasce" diariamente para superar o que passou e "nasce" para tentar fazer diferente! Você é a prova viva de que as pessoas podem aprender todos os dias e que nunca é tarde para fazer diferente. Quebrar ciclos é necessário para todos nós, mas poucos conseguem de fato fazê-lo. Acho que sua capacidade de "nascer" a torna mais forte para quebrar ciclos, embora não acho que lhe seja mais fácil.

Coincidências da vida ou não, me chamo Renata, palavra que também vem do latim e que também deriva de "natus", no caso "renatus" que significa RENASCER.

Sem dúvida sua chegada na minha vida me fez "renascer" e ainda faz todos os dias, pois  renasço diariamente. Precisei deixar morrer todos os meus sonhos e projetos para a maternidade e renascer em sonhos que nunca imaginei que poderia amar tanto.

Assim como pra você, pra mim também não tem sido fácil, porque aprender a ser mãe e descobrir a maternagem é tão ou até mais difícil do que aprender a ser filha. Mas penso que o mais importante em tudo isso é que estamos tentando, "nascendo" e "renascendo" todos os dias numa nova busca de nos compreendermos, nos amarmos e estamos sempre juntas.

Sabemos de histórias de pessoas que por muito menos desistiram.

Ontem foi seu aniversário, e é fato que vivemos muitas dificuldades juntas e separadas. Mas é fato também que neste tempo que nos adotou como pais e que foi adotada por nós como filha também já vivemos coisas maravilhosas e dignas de gratidão infinita a Deus.

Pouco tempo se passou desde que “nasceu” em nossas vidas, mas com tanta intensidade que parece que sempre esteve aqui. Somos muito gratos a Deus por termos participado de suas superações escolares, por termos lhe dado as mãos quando você tentava dar os primeiros passos no “novo mundo”, foi difícil ver você cair enquanto tentava “caminhar”, mas foi fantástico vê-la se levantar quantas vezes foram necessárias e seguir em frente. Vê-la experimentar novos sabores, novas amizades, novos amores, novas fragrâncias, novas dores, novas viagens, novas culturas, novas palavras, novas roupas, novos anos... Tudo isso é o que faz da maternagem a experiência mais fantástica que um ser humano poderia viver.

De tudo o que vivemos, um momento muito especial, foi presenciar a entrega de sua vida a Cristo, não porque quiséssemos impor-lhe nossa religião, mas por vermos que você tem se identificado com nosso mundo, nossos costumes e práticas, tornando irrelevante a falta do "mesmo sangue" correndo em nossas veias.

Estar com você é empolgante: pelo amor que sinto e por tudo o que aprendo. Ser sua mãe é entender que a adoção é muito, muito maior do que qualquer tentativa de explicá-la. A adoção sem dúvida é uma escolha, uma decisão, mas transcende esse caracter tão racional, porque quando se adota de fato e se descobre amando se compreende que não era só uma questão de escolher, mas era também uma questão de necessitar. Hoje eu não apenas escolho ser sua mãe, hoje eu necessito ser sua mãe.

Natalia, você não nasceu de mim, mas certamente nasceu para mim!

Eu, Renata, não renasci para você (resnasci para o mundo), mas certamente renasci por meio de você!

Parabéns por mais um ano de vida que completou! Parabéns pela Maioridade! Parabéns por ser quem você é!

Te amo! Deus te abençoe!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Natal: Como "ensinar" aos filhos o verdadeiro sentido

Escrito e Postado por Renata Palombo


Fonte: Google Imagens

Todos sabemos que dia 25 de Dezembro é comemorado o Natal, que nada tem a ver com Papai Noel, renas, presentes, neve, mas sim com o nascimento de JESUS, o Filho de Deus nesta Terra. Sabemos também que Ele não nasceu de fato do dia 25 de Dezembro, mas que esta é apenas uma data simbólica, no entanto, é um dia em que as pessoas (em sua grande maioria) se voltam para os bons pensamentos e costumes, se aproximam mais de Deus e dos outros e almejam para suas vidas, mais amor, gratidão, paz... Por um lado é lamentável vermos o consumismo movido por esta data e tamanha benevolência em apenas uma época do ano, mas por outro lado parece quase impossível não nos contaminarmos no clima de festas e confraternizações... e já que seremos "carregados" por esta "onda" é melhor nos adequarmos e buscarmos alternativas para ensinar aos nossos filhos o melhor referente esta data.

Eu tento fazer algumas coisas e oro a Deus para que eles internalizem e compreendam o real sentido do Natal. Queria que eles compreendessem que bons costumes e pensamentos devem ser para todos os dias do ano, que paz, amor e gratidão são frutos de escolhas diárias e que presentes refletem carinho e não consumo.

Uma das coisas que faço é reforçar sempre que possível o que realmente é comemorado nesta data. Falamos sobre o porque Jesus nasceu neste mundo, sobre seu ministério, morte e ressureição para salvação da humanidade e remissão dos nossos pecados. Falamos sobre a importância de Jesus na nossa vida hoje e agradecemos nas orações a Deus por ter enviado seu filho. Busco assistir filmes e ler histórias sobre este tema. Como somos cristãos, falar sobre Jesus é algo constante em nosso dia-a-dia, mas o tema de seu nascimento acaba por ser mais falado nesses dias natalinos.

Acho que aqui poderia entrar um adendo sobre as lendas natalinas. Vejo que muitas famílias cristãs ficam num dilema sobre reforçá-las uma vez que "anulam" ou contradizem o foco real do Natal que é o nascimento de Cristo. Confesso que para nós isso nunca foi um grande dilema, não sei se isso é bom ou ruim. Quando o Diego chegou ele acreditava no Papai Noel e nós alimentamos muitas vezes sua fantasia. Penso que fantasias fazem parte do imaginário infantil e do desenvolvimento e não nos sentimos no direito de tirar isso dele. Nunca deixamos de falar sobre o real sentido do Natal, mas como ele era pequeno não conseguia se dar conta da contradição das histórias e as acomodava muito confortavelmente dentro dele. O que já não acontecia com a Naty que demonstrou sua indignação por várias vezes ao ver o mundo exaltar as tradições humanas e esquecer-se de Jesus. É orientada a respeitar as pessoas naquilo que querem crer, mas falar sobre o verdadeiro motivo do Natal sempre que fosse possível e assim ela faz com o coração cheio de alegria disseminando a palavra de Deus.

No ano passado o Diego já com 8 anos não deu muita importância para o Papai Noel. Chegou a questionar se ele exisita e eu apenas respondi que "existia na nossa imaginação". Ele começou a perceber que qualquer homem podia fantasiar-se de Papai Noel, inclusive ele e o pai dele, entendeu que cada presente que ganhou foi comprado e dado por uma pessoa da família e não questionou o porque do Papai Noel não ter aparecido na entrega dos presentes como nos anos anteriores. Ainda assim escreveu a cartinha para ele e fez questão de ir ao shopping para visitá-lo.

Uma coisa que pra mim é bem dificil de lidar nessa época do ano é a questão dos presentes. Eu percebo que os dois dão muito valor para isso e ficam esperando sempre bons presentes de todos. Temo que isso os faça valorizar mais os bens materiais do que as pessoas. Temo que se frustrem e se revoltem se em algum Natal não estivermos em condições de presentear. Nossas famílias (tanto a minha quanto a do meu marido) tem o hábito de todo mundo comprar presente pra todo mundo, o que faz com que ganhêmos muitos presentes nessa época do ano. O que eu faço pra tentar lidar com isso é explicar repetidas vezes que o maior presente é Jesus e que pessoas são mais importantes que coisas e que mesmo que alguém não nos dê nada vamos continuar amando-o da mesma forma.

Tento fazê-los participar o máximo possível da escolha, compra e embrulho dos presentes, na tentativa de que compreendam que presentar alguém é acima de tudo uma manifestação de carinho e amor e que o valor do presente está muito mais na dedicação que depositamos naquilo do que no valor monetário do mesmo. Acho que isso eles entendem porque em diversas épocas do ano eles nos presenteiam com cartinhas e lindos bilhetes, com desenhos e as vezes até embrulhos mostrando que dedicaram tempo para dar o melhor que podiam e nós, claro, valorizamos muito estes pequenos mimos.

Na noite de entrega deixamos que eles entreguem os presentes para que sintam o prazer da "doação" (percebo que realmente sentem prazer com isso) e antes de sair de casa orientamos que ao presentearmos alguém, fazemos por amor e não para ganharmos algo em troca. Ainda assim vejo que eles ficam ansiosos esperando o retorno, mas como sempre são presenteados por todos, não sei como reagiriam se isso não acontecesse.

Sempre que possível participamos de atividades sociais/comunitárias para que vejam a prática do amor ao próximo tão falado nesse período natalino. No ano passado, por motivos relativos a minha saúde não pudemos fazer nada, mas no ano retrasado distribuimos lanches para moradores de rua e no ano anterior fizemos entrega de presentes para crianças muito desprovidas de bens materiais. Temos por prática ações como esta também em outras épocas do ano, mas é inegável que o "Espírito Natalino" potencializa a motivação e o resultado desses trabalhos.

Por fim acho importante falar sobre a convivência familiar que priorizamos muito durante todo o ano e no Natal não é diferente. Valorizamos também os amigos mais chegados tentando encontrá-los dias antes do Natal para dar um abraço. Até hoje sempre fiz questão de estarmos em família: avós, tios, primos... Lembro que no ano passado acabamos dormindo de improviso na casa da minha mãe e percebi que todos curtimos muito a situação de dormir bem de madrugada, sem pijama, sem escovar os dentes, um no chão, um no sofá, um com o bebê chorando toda a madrugada, enfim, algo desconfortável que se tornou muito divertido e que certamente renderá deliciosas lembranças para todos. Infelizmente meus filhos foram privados da convivência familiar por muitos anos, por isso vou fazer de tudo para que tenham bons registros do amor em família (mesmo com os corriqueiros desentendimentos). Acho que este ano vou me planejar para passar a noite de novo no "improviso" na casa da vó (minha mãe). Talvez eu leve escovas de dentes (rrssrsrs).

É isso!!! Tudo isso!!! O Blog Descobrindo a Maternagem deseja a todos um excelente Natal!!!

Que cada uma de nós, mães, consiga, com pequenas e grandes ações ensinar aos nossos filhos o melhor e o verdadeiro sentido do Natal!
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