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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Os Perigos de Cada Idade

Postado e Escrito por Renata Palombo

Fonte: www.sxc.hu
Segunda Feira publicamos sobre como evitar acidentes domésticos, informações muito importantes já que sabemos que 90% dos acidentes que acontecem em casa seriam evitáveis. É preciso evitar também ideias fatalistas de que "Deus quis", "Tinha que acontecer", "Agora ele aprendeu e não fará mais" e assumir mais nossas responsabilidades de tentar evitar tais situações.

Hoje vamos falar um pouquinho sobre quais os perigos mais frequentes para cada idade.



0 a 3 meses - Deixar o bebê cair, queimaduras no banho, leite na mamadeira muito quente, sufocamente com almofadas, edredons, cobertores, almofadas de berço, sufocamento com cordão  de  chupeta  e  afogamento  no banho.



4 a 8 meses - Cair de lugares altos, deixar objetos cortantes perto deles, queimadura com bebidas ou comidas muito quentes, engasgar com objetos pequenos como moedas e grãos, sufocar-se com babadores e cordões de chupeta enquanto dormem.


9 a 11 meses - Cair de escadas, queimar-se com comidas e bebidas quentes, bater contra vidros e quinas de móveis, puxar objetos que estão em cima de mesas, bancos, cadeiras e estantes, levar choque elétrico.


1 a 2 anos - Cair de escadas ou janelas, ingerir ou inalar produtos de limpeza ou medicamentos, cortar-se com tesouras e facas, bater contra vidros e quinas, sufocar com sacos plásticos, afogar-se em pscinas, prender dedo na porta.


3 a 5 anos - Cair, queimar-se com fósforo ou isqueiros, cortar-se com objetos cortantes, engasgar ou sufocar-se com amendoins, balas, chicletes..., ingerir ou inalar produtos perigosos, afogar-se.


Acima de 5 anos - Queda de bicicletas, patins, muro, árvores, trombar com outras crianças ou objetos enquanto corre, levar boladas, queimar-se em panelas quentes, machucar-se com quebra de copos, pratos de vidro.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Evite os acidentes Domésticos

Escrito e Postado por Renata Palombo

Fonte: www.sxc.hu

Crianças gostam de explorar e sentir o mundo, no entanto esta exploração pode significar, muitas vezes, riscos de acidentes. Nem sempre é possível impedí-los (fatalidades acontecem), mas tem muitas coisas que podemos fazer sim para evitá-los.

Você sabia que 90% dos acidentes com crianças são evitáveis e previsíveis? Um número bem alto, não?

As crianças, principalmente as menores, não entendem os perigos que correm ao manusearem certos objetos ou tomarem certas atitudes por isso os pais precisam entender o universo infantil. Os acidentes podem ocorrer por falta de atenção e de informação dos responsáveis. Situações aparentemente inocentes podem gerar graves consquências.

Em época de férias aumentam os acidentes domésticos, devido maior tempo livre e maior agitação das crianças. O número de tombos de muros, árvores, bicicletas afogamentos aumentam bastante e as vezes são situações muito graves apesar de que a maioria não é letal.

Os riscos começam a aumentar quando as crianças começam a andar. Dos 2 aos 4 anos é mais comum a queda e a partir dos 7 anos é mais comum acidentes envolvendo bricadeiras de aventuras.

Em casa é preciso tomar cuidado com portas abertas, pisos molhados, sacadas e  janelas desprotegidas, objetos cortantes, fogo, panelas quentes e etc.  Se tem crianças nos primeiros anos de vida é necessário tomar cuidado também com corpos estranhos, pequenos, como por exemplo grãos, porque podem ser aspirados facilmente sendo uma das principais causas de morte de crianças nesta faixa etária.

É fundamental ter sempre visivel telefones de médicos e hospitais. Isso pode ajudar muito na hora da urgência.

Até os 4 anos a criança não entende conceitos como morte e perigo e misturam muito a realidade e a fantasia, por isso não dá pra achar que se ela sofreu um acidente aprendeu a lição e não fará mais.

Os pais precisam entender que os riscos mudam conforme as fases da criança.

Casas com escada precisam ser protegidas por portas ou portões, com trava. Produtos de limpeza nunca devem ficar ao alcance das crianças nem subindo em móveis.

Crianças são naturalmente curiosas e tendem a imitar o comportamento dos adultos, nessa fase da imitação dos pais existe uma tênue linha que separa a possibilidade de aprendizagem da possibilidade de acidentes.

É necessário cuidados, mas é importante não ir para o outro extremo de tentar enclausurar crianças em bolhas de proteção. Vejo pais muito mais preocupados em esterilizar o percurso das crianças do que preocupar-se com possíveis acidentes. Na fase de se arrastar e engatinhar o cuidado excessivo com limpeza é desnecessário. Ao contrário do que muitos pensam a criança deve ter contato com a terra, areia, outras crianças e com o meio ambiente de forma geral, pois dessa forma a criança adquire microorganismos que fortalecem sua resistência imunológica. Lembrem-se que o básico é quase sempre o mais seguro.

Deixar crianças sozinhas também é muito perigoso. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é muito claro ao estabelecer que crianças não devem ser deixadas sozinhas sem a presença de um adulto.

Manter o filho seguro dá mesmo muito trabalho. Mas quem disse que ter filhos seria fácil?

A missão de protegê-los é, em primeiro lugar, dos pais.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Acidentes

Postado e Escrito por Renata Palombo

Eu queria começar escrevendo este texto dizendo que todas as mães gostam muito de seus filhos, mas infelizmente não poderei, porque sabemos que nem todas gostam, mas acho que dá pra começar o texto dizendo que a grande maioria das mães gostam dos seus filhos e gostam muito.

Eu gostos muito, muito, dos meus filhos, mas preciso confessar que a rotina e a correria do dia a dia as vezes me impedem de dar conta disso... Eu sei que faço por eles diariamente muitas coisas por amor, mas as vezes estas coisas ficam tão mecanizadas que parecem ser apenas mais uma de nossas tantas obrigações... Aí, de repente, no meio dessa confusão mecanizada, rotineira e de pouco contato com nossos sentimentos acontece um ACIDENTE.

Sinceramente eu não sei para que servem os acidentes e longe de mim dizer que eles servem para descobrirmos que amamos um filho, porque um filho nós amamos cada dia um pouquinho mais... No entanto só quem já passou por uma situação de acidente com um filho é que vai entender o que estou dizendo, porque sabemos que os amamos, mas na hora em que nos vemos diante da possibilidade de perdê-los parece que tudo isso vem à tona numa intensidade tão maior que é impossível explicar. Nos damos conta que esse amor é muito maior do que achávamos que era e temos medo de passar a viver sem aquele filho na nossa vida, mesmo que por muitas vezes tenhamos pensado como era mais tranquila nossa vida sem eles.

Descobri também que um acidente nos ajuda a lembrar que pessoas são muito mais importantes que bens materiais. Dois dias depois do acidente, meu marido derrubou a máquina fotográfica dentro da água... Incrivelmente eu não me importei!!! Que quebre a máquina, que quebre o carro, que quebre a casa... mas que nunca se “quebre” um FILHO.

Eu sei que ao assumirmos a maternagem assumimos também os riscos de acidentes com nossos "pequenos", mas eu juro que não quero nunca mais precisar deles para lembrar que pessoas valem mais do que objetos e muito menos para lembrar que não sei viver sem meus filhos.
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