Mostrando postagens com marcador Filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filhos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Quantas mães iguais a mim?

Escrito por Juliana Palombo
Postado por Renata Palombo

Fonte: Arquivo Pessoal

O post de hoje é um desabafo da Juliana, veja se você se identifica!


"Esse post foi escrito em um momento que precisava desabafar. 

Espero como resposta pro meu "post-desabafo" muitas iguais a mim.

Se concluir a leitura e disser sim para a maioria das coisas, deixe seu comentário, porque aí vou me sentir mais normal (rsrsrsrsrs).

Vamos lá:
- Você já acorda pensando em dormir outra vez?

- Se está em casa passa o tempo todo recolhendo brinquedos espalhados pela casa?

- Seu banho depois dos filhos é algo tão rápido que você já desligou o chuveiro e se perguntou: Mas eu lavei o cabelo?

- Não consegue passar um dia relaxando porque preferiu usar o tempo “livre” para fazer algum afazer doméstico? E ao final sempre promete que da próxima vez vai se dar o luxo de descansar?

- Se a empregada vem no dia seguinte suja a louça sem peso na consciência, mas se não é dia dela usa o mesmo garfo pra fazer toda a comida? E se desse usaria também a mesma panela?

- Sente culpa várias vezes por dia porque não sente que é a mãe ideal?

- Come comida fria várias vezes? Isso quando come!

- Atum e miojo por muito tempo foram o cardápio do mês?

- Já passou vergonha em público porque sem perceber começou a cantarolar: pó, pó, pó, pó, pó, póooooo

- Já mentiu pro marido sobre algum hematoma do seu filho, fingindo nem ter notado porque na imaginação fértil de mãe ele pode pensar que você é negligente? E ser negligente é aumentar a culpa e você não aguenta mais sentir tantas culpas?

- Já varreu o chão com um braço só porque no outro estava o filho pendurado?

- Já fingiu sono profundo para que o marido levantasse a noite e resolvesse a situação problema?

Nossa são tantas as coisas que eu poderia continuar listando. 

Porém se até aqui encontrar iguais a mim já valeu a pena o "post-desabafo" e confesso que ter escrito isso me remeteu a muitas cenas, pude rir e relaxar um tanto.

Era o que eu precisava...




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Preparando os filhos para a Vida

Escrito por Michelle Silva
Postado por Renata Palombo
Fonte: Arquivo Pessoal
 
A convidada de hoje para dividir conosco suas descobertas com a maternagem é Michelle Silva... Um texto reflexivo e cheio de otimismo... Vale a pena ler e compartilhar!!!
 
"Desde os primórdios até os dias de hoje, toda mãe tem o papel de criar, educar e preparar seu (s) filho (s) para a vida. Entretanto com o passar do tempo, com todas as conquistas que obtivemos junto às lutas pela igualdade entre os sexos, o grau de dificuldade desta tarefa tem aumentado cada vez mais.
 
Nossas avós pertenceram à época em que ter vários filhos era comum, hoje em dia é praticamente uma missão impossível, a menos que se tenha recursos para manter um exército sempre atento aos pimpolhos, não que nossas avós não tivessem afazeres, mas hoje o tempo que nos resta livre é bem menor. 
 
É complicado ter que ser uma profissional exemplar, uma amiga exemplar, uma mulher exemplar, uma filha exemplar, uma estudante exemplar, uma dona de casa exemplar, uma companheira exemplar, dentre muitos outros papéis assumidos pelas mulheres hoje em dia e ainda desempenhar o papel de uma mãe exemplar. 
 
Depois de um dia exaustivo que parece acabar com todas as nossas energias, tudo muda ao receber um doce sorriso, um abraço, ouvir um “mãe eu te amo” da pessoa que mais trouxe sentido a sua vida! 
 
Temos muito a ensinar a eles... ensinar valores que os tornem pessoas de bem neste mundo tão carente disso, ensinar que devem cuidar das suas coisas e desde já do planeta, ensinar a dar mais valor as pessoas do que as coisas, ensinar a respeitar o próximo, ensinar a respeitar os sentimentos dos outros, ensinar a respeitar as diferenças, são tantas coisas que temos a ensinar... mas acima de tudo temos muito a aprender com eles, começamos aprendendo a melhor forma de ensinar... 
 
Em um mundo onde a grande maioria das pessoas são vistas como meros objetos para observação, a coisificação do corpo, o valor dado mais a marcas do que a valores, modas que levam cada vez mais à futilidade, ao vazio dentro de si.
 
Aí é que está o nosso grande desafio mães de hoje! Levar afeto, mas sem deixar que falte o respeito, manter a casa, mas sem deixar que se percam os valores de um lar, impor limites, mas sem deixar que se criem muros, ensinar a viver em um mundo onde há muita coisa errada, mas sem deixar que eles se percam nestes erros, dizer não, mesmo se sentindo culpada por estar ausente, amar incondicionalmente mesmo durante um desentendimento... E no fim dessa árdua, mas gratificante jornada ver que eles irão crescer que seguirão seus caminhos e que serão pessoas de bem e do bem, que nos encherão de orgulho e nos mostrarão que valeu a pena cada instante, cada lágrima, cada sorriso, cada palavra e cada gesto! 
 
Filhos são uma preocupação para toda a vida, cada fase uma preocupação diferente, mas nunca deixarão de ser uma fonte de alegria incontestável e inesgotável! Então façamos como nossos pais, nos preocupemos agora, fiquemos de cabelos em pé agora e quando chegar a vez deles de se tornarem pais, que fiquem com todas as preocupações, responsabilidades e aprendizados, enquanto poderemos desfrutar de nossos netos da forma mais divertida possível, afinal é isso que fazem as avós."

quinta-feira, 2 de maio de 2013

"Cuspi pra cima caiu na testa..."

Escrito por Juliana Palombo
Postado por Renata Palombo
Em se tratando de Maternagem nunca podemos afirmar nada, pois tudo muda todos os dias e nossos filhos é quem acabam nos dizendo por onde devemos andar... O importante é estarmos abertas a fazer sempre o melhor mesmo que pra isso precisemos mudar de opinião. Juliana Palombo nos escreve hoje, exatamente sobre isso: como nossos filhos modificam nossos conceitos e nossos caminhos. Mudar de opinião faz parte!
" - Eu não acredito que você vai abandonar sua carreira, seu lado profissional para ficar em casa cuidando exclusivamente de filho e marido? Nossa, você é muito corajosa. Eu jamais faria isso...
Ops, que isso na minha testa? Sim, é isso mesmo.. Caiu e caiu em cheio.
Eu era a dona das falas acima para todas as minhas amigas que tiveram filhos e entraram no dilema: filhos x trabalho.
Ocorre que chegou minha vez e durante toda a gestação e até os quatro meses de vida do meu filho o meu pensamento era fixo de que jamais abandonaria tudo para ficar na vida exclusiva de mamãe do lar. Mas quem disse que depois que os filhos nascem, mandamos em nossas vidas sem zero de interferência?
Ocorre que apesar de muito exausta e louca para outra rotina, um ser bem pequenino e diante dos meus olhos parecia depender muito de mim para eu simplesmente sair fora. Ele ainda não tinha falado ma ma, ainda não sentava sozinho, ainda não rolava, ainda não comia nada que não fosse leite materno, ainda não engatinhava, e nem andava. Logo pensei, peraí! Passei por tudo isso, e agora que está ficando "mais fácil" (esse mais fácil é a tradução de estou mais acostumada) vou pedir ajuda?
Eu que quero vê-lo engatinhar, eu quero estar no primeiro ma ma, eu quero, eu quero e eu quero. Mas eu queria também outras coisas, e na vida, toda escolha gera uma perda e chegou o momento de perder algo.
E graças a Deus, ao apoio do marido, da família e das amigas que perdi um bom emprego, um bom salário, uma boa possibilidade de carreira, uma vida mais independente, um horário de almoço sem interrupções, um momento só meu pra fazer a unha e tantas coisas para ganhar (e que ganho!) a oportunidade de estar todos os dias ao lado daquele que é a extensão maior do amor entre a família que decidi construir.
Eu já estou um ano e quatro meses nesta rotina, feliz e realizada com cada progresso que posso acompanhar e de tudo que estou aproveitando ao lado dele. As vezes bate um desespero, mas PASSA! E passa rápido, pois a satisfação é bem maior.
Eu não sei o que teria sido se eu estivesse trabalhando e ele na escolinha, ou com babá ou com uma das avós. Certamente estaria ótimo também e os dilemas seriam outros. Mas depois que me tornei mãe, aprendi o exercício de literalmente pensar no hoje.
O amanhã? Deixa virar hoje e ai falamos sobre! Se não, é cuspir pra cima pra cair bem na testa..."

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Tão diferentes e tão iguais...

Escrito por Juliana Palombo
Postado por Renata Palombo
  
Hoje, Juliana nos traz uma boa (divertida) reflexão sobre igualdades e diferenças entre mães. Confira e expresse suas opiniões.
" Com o título Tão diferentes e tão iguais, estou me referindo as mães. São tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais.
Hoje tive o prazer de sair com duas amigas que são mães de filhos de idades bem próximas ao do meu filho. Uma alguns meses mais velha e o outro um mês mais novo.
Voltei desse encontro altamente reflexiva. Primeiro porque percebi que do tempo juntas 95% do tempo o assunto foi filhos ou algo relacionado. Os outros 5% ficaram divididos nos momentos de silêncio enquanto comíamos e 1% de fofoquinha. Será que um dia conseguiremos distribuir melhor esse tempo e falar também da gente, de trabalho, dos maridos, da casa etc? Tomara!!
E segundo, o teor do meu texto, porque percebi durante o diálogo a necessidade que mãe tem de se justificar. Se fala uma coisa diferente das outras mães, ou não está muito segura, trata-se logo de se justificar. Eu, por exemplo, fiz isso hoje várias vezes.
Mas porque fazemos isso? Por acaso existe a mestre das mães que não erra nada e faz tudo perfeito? Óbvio que não. A gente acerta e erra em fração de segundos. Então podíamos parar com essa coisa de dizer: Eu dou isso, mas só porque.... Ou faço aquilo, mas também... Eu queria que fosse assim, no entanto...
Ahhhhh, vamos assumir de vez. Eu faço e ponto! Faço porque é cômodo, faço porque não vejo mal, faço porque é mais fácil, faço porque penso assim. Creio que chegar nesse patamar nos fariam mães mais felizes e mais bem resolvidas (com menos culpa).
Uma segue uma alimentação mais regrada, mas no quesito higiente é nota 3. O filho estava comendo pedra do chão enquanto ela comia seu açaí. A chupeta do coitado caiu no mínimo umas 5 vezes no chão e enquanto em coro mandavam lavar, lá estava a mãe tacando a chupeta na boca do filho. E daí que essa criança até hoje não comeu açúcar? Ela já comeu até pedra....
Em contrapartida, uma das mães no quesito higiene é nota 10. Pra se ter idéia, uma vez a empregada dela estava com gripe, ela foi a farmácia e fez a moça continuar o serviço de máscara hospitalar para não contaminar o filho dela (rrsrsrs). Por outro lado o filho dela está amarelinho porque ela se perdeu na função de alguns alimentos e lasca caroteno no coitado. Inclusive uso o exemplo dela para dar um alerta, caroteno não está apenas na cenoura e na beterraba, também se faz presente e em grande quantidade nos alimentos verde-escuro. Ela cortou tudo e caprichou no brocólis e espinafre. Errou! Mas qual o problema?
E a outra mãe também 10 no quesito higiene, se esforça para dar a pequena uma ótima alimentação, mas contou que esses dias sua filha de 1 ano e 4 meses comeu sorvete. Sim, sabemos que é precoce a introdução de açúcar na dieta, mas isso não a faz melhor ou pior mãe. Já foi!
A propósito nesse encontro aconteceu muitos outros exemplos que eu poderia citar. Uma beija na boca do bebê, outra não, a outra além de não beijar ainda quis acrescentar uma teoria do tal complexo de édipo. Uma ainda amamenta no peito (ponto super positivo), mas que não a faz melhor ou pior que as outras duas mães que na primeira recusa dos bebês ao peito (situação normal dos bebês) ao invés de insistirem optaram logo por darem mamadeira. E daí? Fizeram mesmo e ponto.
Uma é a favor de colocar na escola bem cedo prezando pelo desenvolvimento. A outra abriu mão do emprego para ficar exclusiva nos cuidados. A outra decidiu que a avó ficaria com os cuidados do dia para que pudesse trabalhar em paz. Resultado: Todos são super espertos, todos são saudáveis e claro que nas diferenças que existem nenhuma prejudicial que precise chamar o conselho tutelar ou a supernanny.
Uma por ser fisioterapeuta deixa a filha livre, leve e solta prezando pelo desenvolvimento motor, ainda que isso renda uns galos na cabeça. A outra psicóloga, da tal teoria do édipo, também deixa o filho se esborrachar porque não quer que ele cresça com medos e melindres, a outra formada em Administração/Marketing tem a sensibilidade a flor da pele e zelosa ao extremo (sim, é essa mesma que deu a máscara hospitalar pra empregada) quando o filho leva um tombo ela imediatamente se desculpa com ele e choram juntos.
Um manda beijo, o outro dá tchau, a outra arruma os cabelos... Nossa, é muita traquinagem. É muita "deliciura". Esses pequenos são lindos, saudáveis e super espertos são filhos dessas mães tão diferentes, mas que no resumo da ópera são tão iguais.
E por essas trocas e desabafos, que voltei pra casa reflexiva. Em busca dessa paz interna de que não devemos nos comparar ou se culpar e sim buscar dia após dia a exercer o nosso papel de mãe. Errando ou acertando? Não! Errando E acertando. Só assim seremos mães de verdade. Mães que se preocupam em fazer o melhor, no entanto, que tenham a consciência de que em termos de maternagem não existirá nunca A MELHOR.
Quer dizer, existe sim. Porque tenho certeza que dado o amor verdadeiro aos filhos um dia ouviremos deles (e torço por isso) que somos a melhor mãe do mundo. Se para os filhos tivermos esse papel, valeu toda neura. Você não acha?"

quarta-feira, 20 de março de 2013

Os "30 anos"

Escrito e Postado por Renata Palombo

Fonte: Google Imagens
 
 
Sabe o que eu descobri? Que os "30 anos" é uma idade decisiva, onde tudo se resolve ou não se resolve.
 
Por algum motivo, que eu não sei explicar, todas as vezes que eu me angustio com algo que meus filhos não sabem fazer eu me pergunto: "será que quando tiver 30 anos ele(a) conseguirá fazer isso?". Quando é algo que insiste em fazer errado, faço a mesma pergunta mental: "Será que vai continuar fazendo isso errado até os 30 anos?"
 
"Será que quando tiver 30 anos vai conseguir dormir sozinho todas as noites?"
 
"Será que vai ter 30 anos e ainda vai derrubar comida no chão na hora das refeições?"
 
"Até quando tiver 30 anos vai continuar lavando só a barriga na hora do banho?"
 
"Será que vai precisar de ajuda na lição de casa até 30 anos?"
 
A gente repete as ordens, ensina de novo e parece que "não aprendem"... as vezes não bate aquela sensação de que nunca aprenderão? Em mim bate esta sensação sempre, embora eu saiba que sim... vão aprender sim!
 
Um dia um colega de trabalho me contava sobre as dificuldades que teve no treino sanitários de sua filhinha e me confessou: "Eu juro que pensei que ela fosse fazer 30 anos e ainda estaria usando fraldas".
 
UFA!!!
 
Foi um alívio ouvir isto. Descobri que a benção ou maldição dos 30 anos não era coisa só da minha cabeça...
 
Aí, estes dias fomos ao dentista. A dentista orientou que Diego passasse fio dental nos dentes sozinho e que eu apenas monitorasse vez ou outra e reforçou a orientação com a seguinte frase: "É melhor você deixar ele passar o fio sozinho porque senão ele vai ter 30 anos e ainda não vai ter aprendido a passar o fio dental".
 
Opa! Mais uma para o time dos 30 anos...
 
Eu não faço ideia de quem definiu os 30 anos como idade marco, mas se você ainda não tem essa idade aproveita que ainda da tempo de aprender muitas coisas! Ou não... 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Mães Especiais


Escrito e Postado por Renata Palombo

Fonte: Google Imagens

Há algumas semanas, por motivos de saúde de um familiar, eu precisei passar o dia inteiro na AACD. Pra quem conhece a AACD, já esteve lá ou apenas já viu alguma reportagem na TV, deve saber que lá é um lugar cheio de mães.

Mães tão diferentes e tão iguais a mim, ao mesmo tempo.

Diferentes porque cada mãe tem uma história e cada mãe tem um filho diferente do outro. Lá tinha filhos deficientes visuais, cadeirantes, com paralisia cerebral, com ausência de membros, com todos os membros, no colo, no carrinho, no chão, grandes, pequenos...

Iguais porque observei que cada uma daquelas mães tinham o desejo e o esforço para aceitar as responsabilidades e preocupações da maternagem sejam elas quais forem. Eu não conheço a história de cada uma daquelas mães e nem sei que tipo de mães são, se são autoritárias, permissivas, amorosas... não sei se são boas ou más ou se assim como eu são boas e más... mas uma coisa eu tenho certeza: a maioria delas eram mães que não desistiram de seus filhos diante das dificuldades que enfrentam.

Eu tenho muitas dificuldades com meus filhos, mas nunca vou desistir deles. Será que isto me faz uma mãe especial?

Me lembrei de uma amiga muito querida que quando descobriu que seu bebê tinha uma grave deficiência visual ouvia muitas pessoas lhe dizerem frases como: "Deus só dá filhos especiais para mães especiais". Um dia ela me confessou que odiava ouvir isso porque pensava com revolta: "Eu não quero ser uma mãe especial, quero ter um filho normal e ser uma mãe normal".

Eu também ouço coisas assim. Muitas pessoas dizem que sou uma mãe especial, por ser mãe por adoção, adoção tardia.

Eu tenho filhos normais (pelo menos do ponto de vista físico), que são adotados. Isto me faz uma mãe especial? Estas mães com quem tive a oportunidade de conviver na AACD por um dia tinham filhos biológicos "especiais" portadores de inúmeras deficiências físicas e intelectuais. Isto faz delas mães especiais? Quem é mais especial: eu ou elas? E quem é mãe por adoção de um filho portador de deficiencia, é duplamente especial?

Enquanto eu olhava para aquelas mães e aqueles filhos, eu fiquei pensando que não importava as limitações que os filhos tinham, a vida segue para todo mundo com lutas, dificuldades, desafios, conquistas, gratificações, amores, tristezas, medos, descobertas... Sim... além do que, o que é luta pra mim pode não ser para outra, o que me causa medo pode não causar na outra, o que tenho como dúvida posso encontrar como resposta na outra e assim por diante...

Acho que esta diversidade não torna ninguém melhor do que ninguém, até porque eu nem sei se o "igual" existe ou sé é apenas o "mito do igual".
 
Meus filhos têm muitas limitações e eu como mãe, também tenho muitas delas.

Deveríamos parar com a mania de segregar, rotular, de achar que todas as pessoas são mais ou menos felizes pelas limitações que enfrentam ou ausência delas. Pessoas não são mais ou menos especiais pelas escolhas que fazem.
 
Todas as mães são especiais!
 
Todos os filhos são especiais!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Carta à Minha Filha

Escrito e Postado por Renata Palombo
 
Estamos em época de Natal.

A palavra "natal" significa nascimento e é usada para o dia 25 de Dezembro porque é a data em que grande parte do mundo cristão comemora o dia do nascimento de Jesus.

Supomos que minha filha Natalia se chama assim, justamente por ter nascido nesta época. 

A palavra Natalia vem do Latim e deriva de "natus", mesma palavra da qual deriva natal e igualmente significa nascimento (não era muito dificil supor que Natalia também significava "nascimento"). Ontem ela comemorou a data de seu nascimento (mais um ano de vida) e amanhã comemoraremos a data do nascimento de Jesus.

Quando o Diego fez aniversário, eu publiquei aqui uma carta ao meu filho. E hoje eu gostaria de fazer o mesmo pelo aniversário da minha filha e deixar registrado aqui uma carta que escrevi a ela.

Naty,

Independente de ter nascido na época do Natal o significado do seu nome faz jus ao que você realmente é!

Sei que sua vida não foi fácil e ainda não é... Sei que hoje sua vida não é fácil porque como todas as pessoas do mundo você tem suas preocupações, tristezas e dificuldades diárias, mas sei que a bagagem emocional que você carrega consigo torna tudo ainda mais pesado.

Por isso acho que faz jus ao seu nome.!!! Você tem o dom de "nascer" todos os dias e se dar uma nova chance! Você "nasce" diariamente para superar o que passou e "nasce" para tentar fazer diferente! Você é a prova viva de que as pessoas podem aprender todos os dias e que nunca é tarde para fazer diferente. Quebrar ciclos é necessário para todos nós, mas poucos conseguem de fato fazê-lo. Acho que sua capacidade de "nascer" a torna mais forte para quebrar ciclos, embora não acho que lhe seja mais fácil.

Coincidências da vida ou não, me chamo Renata, palavra que também vem do latim e que também deriva de "natus", no caso "renatus" que significa RENASCER.

Sem dúvida sua chegada na minha vida me fez "renascer" e ainda faz todos os dias, pois  renasço diariamente. Precisei deixar morrer todos os meus sonhos e projetos para a maternidade e renascer em sonhos que nunca imaginei que poderia amar tanto.

Assim como pra você, pra mim também não tem sido fácil, porque aprender a ser mãe e descobrir a maternagem é tão ou até mais difícil do que aprender a ser filha. Mas penso que o mais importante em tudo isso é que estamos tentando, "nascendo" e "renascendo" todos os dias numa nova busca de nos compreendermos, nos amarmos e estamos sempre juntas.

Sabemos de histórias de pessoas que por muito menos desistiram.

Ontem foi seu aniversário, e é fato que vivemos muitas dificuldades juntas e separadas. Mas é fato também que neste tempo que nos adotou como pais e que foi adotada por nós como filha também já vivemos coisas maravilhosas e dignas de gratidão infinita a Deus.

Pouco tempo se passou desde que “nasceu” em nossas vidas, mas com tanta intensidade que parece que sempre esteve aqui. Somos muito gratos a Deus por termos participado de suas superações escolares, por termos lhe dado as mãos quando você tentava dar os primeiros passos no “novo mundo”, foi difícil ver você cair enquanto tentava “caminhar”, mas foi fantástico vê-la se levantar quantas vezes foram necessárias e seguir em frente. Vê-la experimentar novos sabores, novas amizades, novos amores, novas fragrâncias, novas dores, novas viagens, novas culturas, novas palavras, novas roupas, novos anos... Tudo isso é o que faz da maternagem a experiência mais fantástica que um ser humano poderia viver.

De tudo o que vivemos, um momento muito especial, foi presenciar a entrega de sua vida a Cristo, não porque quiséssemos impor-lhe nossa religião, mas por vermos que você tem se identificado com nosso mundo, nossos costumes e práticas, tornando irrelevante a falta do "mesmo sangue" correndo em nossas veias.

Estar com você é empolgante: pelo amor que sinto e por tudo o que aprendo. Ser sua mãe é entender que a adoção é muito, muito maior do que qualquer tentativa de explicá-la. A adoção sem dúvida é uma escolha, uma decisão, mas transcende esse caracter tão racional, porque quando se adota de fato e se descobre amando se compreende que não era só uma questão de escolher, mas era também uma questão de necessitar. Hoje eu não apenas escolho ser sua mãe, hoje eu necessito ser sua mãe.

Natalia, você não nasceu de mim, mas certamente nasceu para mim!

Eu, Renata, não renasci para você (resnasci para o mundo), mas certamente renasci por meio de você!

Parabéns por mais um ano de vida que completou! Parabéns pela Maioridade! Parabéns por ser quem você é!

Te amo! Deus te abençoe!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Não Deixe Seu Filho Pagar Mico

Escrito por Juliana Palombo
Postado por Renata Palombo

Hoje o texto é da nossa colaboradora Juliana Palombo.
"O que vou escrever hoje é de extrema importância para mães cujos filhos ainda usam fraldas. Ou melhor dizendo, mães gripadas de filhos que ainda usam fraldas.
Ocorre que em dez meses meu marido e eu batemos no peito por nosso filho nunca ter adoecido. Mas um dia chegaria e cá estamos nós cuidando pra que nosso pequeno de dez meses se cure logo. Resolveu pegar sua primeira gripe, sua primeira inflamação de ouvido, sua primeira assadura, consequentemente quatro noites em claro e logo de uma única vez.
Com tudo isso a imunidade da mamãe aqui foi no pé e também estou bem gripada. Dessa gripe o que está mais me matando é esse nariz buito, bas buitoooo entubido.
Com ele já melhorzinho resolvi sair da clausura e descer um pouco no térreo para me distrair e ele brincar um pouco. Escolhi um horário que meu prédio estava bombando, crianças de todas as idades... Muitos bebês engatinhando pra lá e pra cá, uma grande festa.
Com isso babás, avós, mães e demais cuidadores aproveitam para papear, fofocar, reclamar e entre os tópicos abordados eis que uma diz:
- Hummmm, acho que meu bebê fez o número dois.
Cheira ele e diz bem orgulhosa:
- Ahhh não é ele não! Tá limpinho!
Depois de cinco fazerem a mesma coisa, foi minha vez e cheirei, cheirei e disse:
- Tambem não é ele.
Percebi que se olharam, mas o papo estava bom demais que relevaram o cheiro.  Afinal estavamos na parte: reclamando das “patroas”. Nunca que um cheirinho bem desagradável interromperia tal desabafo. Inclusive nessa hora, eu só ouvia... porque as patroas no caso eram as mães. Avós e babás tem quentíssimas pra contar, só fiquei na escuta.
Quando subi para dar o jantar, fui trocá-lo como de costume, e pasmem. Tinha mais cocô na fralda do que um dia normal.
Mais um aprendizado... Mãe gripada e com nariz entupido deve ficar dez vezes mais atenta para que seu pequeno não pague mico e nem você ganhe a fama de mãe descuidada. Ou seja, subi e deixei pra elas mais uma pauta sobre as mães. Certeza que falaram:
- Nossa essas mães não cuidam direito dos filhos, seria muito melhor que contratassem uma babá ou deixassem com uma das avós ... (rrsrsrsrsrsrrs)
Bom, fiz minha parte para as mamães constipadas!
#ficaadica"

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O "Mito do Igual"

Escrito e Postado por Renata Palombo


O que é o "mito do igual"? É quando as pessoas acreditam no mito de que todo mundo é igual e como consequência desta crença acabam não sabendo lidar com aquilo que é "diferente".

A adoção é vista como uma forma muito diferente de maternagem e filiação e pra quem convive com isso sabe quantas vezes somos obrigados a ouvir comentários preconceituosos e de diferenciação. Como se fôssemos menos ou mais, como se fôssemos algo estranho, como se fôssemos um estilo de vida super alternativo.

A verdade é que as pessoas (e eu me incluo nisso) falam coisas irreais e sem sentido porque não sabem lidar com a diferença. O que as pessoas (e me incluo aqui de novo) não se dão conta é que o "igual" é apenas um MITO. Quando, por exemplo, falamos em maternagem e filiação eu queria saber o que é igual? Vocês conhecem alguma história de maternagem igual a outra? Uma mãe igual a outra? Um filho igual ao outro? Estou usando aqui a palavra "Igual" como sinônimo de "idêntico, que não varia".

Pior ainda é que baseamos a crença do "igual", no "mito do ideal". Qual é o ideal de mãe? Criamos um ideal e aí cremos piamente que este ideal é o igual e quem não vive este ideal é diferente. Por que cremos nisso?

Eu conheço muitas mães e cada uma delas tem uma história diferente. Eu conheço mães casadas que planejaram seus filhos, mas conheço mães casadas que não planejaram... assim como também conheço mães solteiras que planejaram e solteiras que não planejaram. Eu conheço mães que vivem com um homem que não é o pai dos filhos dela e conheço mulheres que assumiram as maternagem dos filhos do marido. Conheço mães-avós, mães-tias, mães-irmãs. Conheço mães que tentaram abortar e mães que engravidaram de uma aventura. Conheço mães que esperaram 15 anos para ter um filho e conheço mães que nem esperaram. Mães que enganaram o marido para conseguir ter um filho. Mães que engravidaram de marido vasectomizado, mães que tiveram que fazer teste de D.N.A. para comprovar a paternidade, mães que não fizeram pré natal, que ficaram doentes durante a gravidez, mães que fertilizaram o filho in vitro e mães que fertilizaram o filho no coração. Mães que adotaram bebês, que adotaram crianças grandes, que adotaram grupo de irmãos e que adotaram de "cor de pele" diferente da sua. Conheço quem adotou para "tampar um buraco" na vida e quem adotou apenas porque queria ser mãe. Conheço filhos que nasceram de parto normal, de parto cesárea e de fórceps. Conheço mãe de gêmeos e acreditem se quiser conheço até uma mãe de trigêmeos. Conheço mães homossexuais. Eu conheço mães que sentem medo, culpa, raiva, dúvida, amor, alegria, esperança... e conheço as que sente tudo isso misturado e mais um pouco. Conheço mães que queriam menina e tiveram menino e vice-verso. Conheço mães de filhos deficientes fisicos, intelectuais e até deficientes de espírito. Conheço mães religiosas, "porra loucas" e até tradicionais. Mães que trabalham fora, que trabalham dentro e que trabalham em todos os lugares. Conheço mães que tem facebook, que nunca ligaram um computador, que fazem terapia, que dirigem, que andam a pé, que fumam, que bebem, que usam drogas, que não comem carne e nem açúcar e que fazem acadêmia. Conheço mães que querem que o filho seja médico, outra que quer que seja pastor, outra que quer que seja futebolistas e outras e outras e outras...

Imagino que você que me lê também conhece pelo menos uma de cada uma destas mães (talvez uma ou outra não), então, por favor, me diga onde está o "igual", o "idêntico"? Porque ainda assim achamos que todo mundo é igual a mãe ideal? Qual destas citadas aí em cima é a ideal? Porque as pessoas se espantam tanto com quem é mãe por adoção como se hovesse apenas uma ou duas variações de mães? Só agora, rapidamente, consegui me lembrar e citar cerca de 50 variações para mãe, fora as que eu nem me lembrei.

Será que quando eu aponto o diferente significa que todo o resto é igual a mim?

Acho que antes de ficarmos espantados ou curiosos com algum tipo de maternidade diferente da "ideal" deveríamos lembrar que o ideal não existe e muito menos o igual.
O "igual" certamente é um mito!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Espelho Mágico ou Gênio da Lâmpada?

Escrito por Juliana Palombo
Postado por Renata Palombo


Mais um texto de Juliana Palombo:
"Como uma mãe de carteirinha a comparação é algo inerente. Na TPM então, isso se potencializa e as buscas por modelos de mães se tornam inesgotáveis.  Modelos que em dias normais servem de referência e aprendizado, mas que na TPM servem para nos destruirmos enquanto pessoa.
E óbvio que estou escrevendo esse texto no auge da TPM e buscando alguns modelos de mães pra me comparar e poder olhar no espelho e perguntar:
- Espelho, espelho meu? Existe mãe pior do que eu?
E pra ajudar, quero me comparar com elas. As tops, as pop´s, as divinas: Cláudia Leitte, Adriana Esteves (atualmente mais conhecida como Carminha) e  Angélica. Porque estas? Porque ouvi relatos do dia a dia delas essa semana que me chamaram muita atenção. Parece que pra elas, é muito fácil exercer o papel de mãe.
Você já se pegou se comparando com mães da mídia? Mães artistas? Ou isso é coisa minha? Não que eu não seja uma mãe artista, porque o que faço é de se aplaudir também, mas é que as mães da mídia me intrigam muito.
Vamos começar com Cláudia Leitte: como ela consegue parir em um dia e ter uma barriga tanquinho no outro? Como ela consegue pular igual uma macaca um mês depois que chegou seu segundo filho? Ela não teve noites em claro? Ela não se alimentou mal? Ela não amamentou?
Adriana Esteves: como ela consegue gerenciar seus três filhos trabalhando fulltime em novela? Em sete meses de gravação nenhum filho dela adoeceu? Não precisou passar uma noite em claro? Como assim ela ainda tem um personal trainner?
Angélica: como assim ela já está de visual novo? A Eva só tem um mês! Como assim o bolo de mesversário da filha dela parece ter sido mais caro que a festa toda de um ano que estou preparando pro meu filho? O Joaquim e o Benício não entraram em crise? Não têm ciúmes? Não regridem fazendo xixi na cama? Não enlouquecem Angélica e Luciano Hulk?
Não tenho exatamente todas as respostas, porém ouvindo as conclusões das entrevistas, ficou claro que o dia a dia delas é bem mais fácil, contudo os sentimentos não diferem do mundo real. Elas também têm culpas, dilemas, dúvidas e pesares. Ufa!!! Estava me achando anormal. Na verdade não sou anormal, só não sou tão bem financeiramente quanto elas (rsrsrssr).
Claudia Leitte fez exercícios com personal durante toda a gestação, tem nutricionista particular que a acompanha, uma babá para cada filho em período integral, cozinheira, secretárias do lar, motorista todos a seu dispor.
Carminha, quer dizer, Adriana Esteves (Até porque Carminha foi uma péssima referência de mãe) agradeceu este domingo no Faustão pela EQUIPE que cuida dos filhos dela. Oi? Oi? Oi? Oi? Equipe? Sim é isso mesmo! Tem babás, enfermeiros, ajudadores e etc etc etc.
E Angélica, recentemente mudou para um apartamento de 47 milhões... Nem preciso dizer que a equipe dela é bem maior que da Esteves....
Então porque estou me comparando? Aaahhh, só pelo prazer macabro da TPM...
Brincadeiras a parte, eu me comparei com elas pra parar pra pensar que não devemos nos comparar. Porque quem compara pára. Cada mãe tem sua realidade e isso não reflete na qualidade de mãe que você é. O luxo lhes confere conforto, mas não título de maior competência ou de melhores mães do ano. Isso independe do fator dinheiro. Isso depende da sua disposição de doar-se e de seguir adiante com tudo que compete a MATERNAGEM. Afinal, esse conceito não se desenvolve a base de barriga tanque, visual novo ou a ausência de olheiras.
Enfim, foi só um desabafo para você que às vezes fica se comparando com tipos de mães e perdendo tempo, deixando de ouvir a resposta do espelho:
- Não existe mãe pior que você, existe outros tipos de mães, que tem outros tipos de filho, que tem outra realidade e que tem outros objetivos.
Obrigada espelho querido por me fazer enxergar que sou o tipo de mãe única que sou. Sem barriga tanque, com olheiras, que faz mil coisas e que dentro das minhas condições tenho uma equipe mais que suficiente: Deus e minha família. Para eles sou uma artista de troféu imprensa!
Mesmo confortada com a resposta do Espelho Mágico, não me importaria se encontrasse o gênio da lâmpada pra fazer três  pedidos. Mas que revelo em outro post, antes que esse termine contraditório... rsrsrsrsrsr"

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Carta ao Meu Filho

Postado e Escrito por Renata Palombo
Filho,

Hoje é seu aniversário! Você está fazendo 9 anos. Nasceu para o mundo há exatamente 9 anos, mas nasceu na minha vida há  exatamente 2 anos e 4 meses.

Parece pouco tempo se pensarmos que são só 2 anos, mas se pensarmos na intensidade de tudo o que já vivemos juntos parece muito!

As vezes parece que foi ontem que tudo aconteceu, e as vezes parece que faz tanto tempo que mal consigo me lembrar como era a nossa vida sem você.

Lembra da primeira vez que nos vimos? Nem sonhavamos que seríamos uma família, mas naquele dia Deus já sabia que você era nosso e que nós éramos seus. Naquele dia Deus viu que nossos corações começavam a se ligar um ao outro.

Lembra da 1ª vez que fomos ao  supermercado? Das esperas pelos finais de semana para nos encontrarmos, das várias vezes que te deixamos no abrigo com o coração doendo de saudades e um nó na garganta, das idas ao dentista, da angustia pela espera da decisão da juíza?

E o dia que o Fórum nos ligou dizendo que poderíamos buscar nosso filho? Você estava lá eufórico esperando por nós, mas na verdade não estava entendendo nada do que estava acontecendo.

Lembra das primeiras vezes que falou pai e mãe? As primeiras birras e desobediencias? E os vários xixis na cama? A primeira visita da "fada do dente", a primeira festa de aniversário, o primeiro dia das mães?

Lembra quando a gente estava aprendendo a ser pais e a você a ser filho? Época dificil , hein? Pensamos em desistir algumas vezes. Qualquer coisa era motivo para você dizer que nosso coração tinha desgrudado e nós sempre dizíamos que  nossos corações não desgrudariam nunca mais.

Já vivemos muitas "primeiras vezes" juntos (e olha que dizem que na adoção tardia se perde as primeiras vezes). São tantas lembranças que não caberia nesta folha. Apesar de serem tantas não são nada perto de tudo o que ainda queremos viver junto com você, perto da tantas outras "primeiras vezes" que estão por vir.

Pais e filhos só se tornam pais e filhos de fato quando os corações "se ligam". Alguns corações se ligam logo que a criança nasce, outros corações demoram alguns meses e outros demoram alguns anos para "se ligarem". Eu não sei te explicar porque demoramos 6 anos para nos encontrarmos, mas eu sei que sou muito feliz por ter achado meu filho e agradeço muito a Deus por isto!

Há mais de 2 anos você já é nosso pela ligação de nossos corações, mas hoje, por uma destas agradáveis coincidencias da vida, você também se tornou nosso pela legitimação da lei! O aniversário é seu mais sua certidão de nascimento com nosso nome foi um presente para todos nós!

Filho, continue crescendo em estatura, graça e sabedoria assim como Jesus. Eu te amo mais a cada dia e me orgulho de ser sua mãe. Nunca duvide do meu amor e nem do amor de Deus!

Seja sempre feliz!!! Te amo!!! Feliz Aniversário...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mãe Ama Todos os Filhos Igual?

Postado e Escrito por Renata Palombo

Mãe ama todos os filhos igual? Dizem algumas mães que sim... outras dizem que não...

Não posso aqui dizer quem está certa ou errada, mas posso falar de mim, e eu não amo meus filhos igual. Talvez eu ame na mesma intensidade/quantidade, mas amo de formas muito diferentes. Assim como amo na mesma intensidade/quantidade, mas de maneiras diferentes, o meu pai, a minha  mãe, a minha irmã, o meu marido, o meu sobrinho, algumas poucas amigas... enfim...

Pra mim amar igual seria não levar em consideração as diferenças e necessidades de cada um. Acho que cada pessoa precisa de um tipo de amor, e acho também que somos capazes de amar cada pessoa com um tipo de amor diferente, porque ninguém desperta em nós os mesmos sentimentos, as mesmas sensações.

O amor que eu tenho pelo Diego é muito intenso, mas também muito instável. O Diego é muito intenso em tudo o que faz e acho que por isso exige um amor tão intenso também. Só que a impetuosidade acaba gerando a instabilidade porque ninguém consegue viver intenso 24 horas... a gente se esgota, cansa e aí precisa se afastar um pouco para recobrar as energias. Minha relação com o Diego é meio que de amor e ódio. Somos explosivos, mas também somos flexíveis. Brigamos de forma intensa, acreditamos piamente que não gostamos um do outro, mas em poucos minutos estamos nos procurando e nos reconciliando acreditando piamente que jamais amaremos alguém como amamos um ao outro. O amor que eu sinto pelo Diego é de pele, de toque, de cheiro, a gente precisa se tocar, estar junto para saber do amor que sentimos.

Já o amor que eu sinto pela Natalia não é nada intenso. É sereno, porém estável. Ele não sobe e desce, nunca é imenso, mas também nunca é pequeno.Um amor que consegue ser igual por 24 horas sem cansar, sem esgotar, sem se afastar. Também sou explosiva com ela, mas pouco flexível. Como ela é contida, minha explosão não encontra ressonância nela e volta vazia, se por um lado isso me obriga a ama-la de forma contida, também me obriga  a amá-la com inflexibilidade, porque preciso respeitar seu tempo de reparação que diferente do meu não acontece em poucos minutos. O amor que eu sinto pela Natalia não é de pele, é de alma. Não precisamos nos tocar para saber que estamos juntas.

Amores diferentes! Muito diferentes, mas com mesmo grau de importância e precisão. Cada um em suas necessidades (necessidades deles e minhas), mas amores dos quais, hoje, eu não saberia viver sem.

Que bom que existem vários amores!!!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Preocupações de Mãe

Escrito e Postado por Renata Palombo

Fonte:http://www.sxc.hu

Hoje eu conversei com uma mãe que queixava-se das preocupações que os filhos lhe davam.

Eu também me queixo das preocupações que meus filhos me dão. E que mãe não se queixa, não é??? Mães de 14 / 15 anos se queixam, mães de 80 / 90 anos se queixam...

Mas esta mãe que eu conversei queixava-se de um jeito diferente. Não era apenas um desabafo como a maioria de nós fazemos, era uma queixa na tentativa de transferir responsabilidades. Era como se ela não tivesse nada a ver com aquilo e a vida estivesse sendo muito injusta com ela preocupando-a de coisas que não lhe cabiam. Ela queria que as crianças assumissem as responsabilidades pela própria vida e não lhe importunassem mais com travessuras, doenças e desobediências. Ela queria que o "estado" desse um jeito em seus 5 filhos para que ela não se ocupasse mais deles.

- Peraí! - Eu disse pra ela. - Você acredita realmente que um dia você vai livrar-se destas preocupações? Talvez você não saiba mas preocupações de mãe é para toda a vida!!!

Ela ficou me olhando, talvez refletindo na minha afirmação e se limitou a responder apenas "Eu estou cansada".

Então quem a ficou olhando fui eu. Um olhar de pura cumplicidade!

Eu a compreendo! E muito! Eu também me canso! E muito! Mas a questão é que cansadas ou não nunca poderemos deixar de nos preocupar com nossos filhos... O dia que não nos preocuparmos mais, significa que desisitimos deles. 

Se você se tornar alheia às desobediências, travessuras, malcriações, significa que você não se importa mais com eles. Se não se preocupar mais com o futuro de seus filhos significa que não investirá mais nada neles, nem amor e menos ainda boas expectativas. Se você  deixar de pensar em sua saúde, doença, alimentação, higiene talvez chegará até a perdê-los para a morte e nem poderá colocar a culpa na "fatalidade".

Preocupar-se é responsabilizar-se por aqueles que você decidiu incluir na sua vida!!! Filhos são escolhas e se você optou por eles precisa entender que não poderá transferir esta responsabilidade para mais ninguém. Pra mim quem transfere para terceiros a responsabilidade de preocupar-se pelos seus próprios filhos é porque nunca tornou-se mãe de fato!

É impossível ser mãe e não preocupar-se com um filho!

Por tanto se você é verdadeiramente MÃE, certamente em algum momento estará cansada de tantas preocupações. Talvez esse seja o momento de parar tudo, procurar uma outra verdadeiramente MÃE e esvaziar-se dizendo para ela o quanto se sente cansada em preocupar-se. Certamente encontrará cumplicidade! Certamente se sentirá fortalecida para continuar se preocupando.

Saiba que o "Descobrindo a Maternagem" também pode ser um espaço onde esvaziar-se e encontrar cumplicidade. As mães que fazem este blog também se cansam e também procuram dividir isso com outras mães. Sinta-se a vontade, porque este espaço é pra você. Entre em contato conosco ou se preferir deixe um comentário no final do post. Saiba que sua experiência também nos abastece e nos fortalece.

Tenham um bom dia e boas preocupações!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Os Perigos de Cada Idade

Postado e Escrito por Renata Palombo

Fonte: www.sxc.hu
Segunda Feira publicamos sobre como evitar acidentes domésticos, informações muito importantes já que sabemos que 90% dos acidentes que acontecem em casa seriam evitáveis. É preciso evitar também ideias fatalistas de que "Deus quis", "Tinha que acontecer", "Agora ele aprendeu e não fará mais" e assumir mais nossas responsabilidades de tentar evitar tais situações.

Hoje vamos falar um pouquinho sobre quais os perigos mais frequentes para cada idade.



0 a 3 meses - Deixar o bebê cair, queimaduras no banho, leite na mamadeira muito quente, sufocamente com almofadas, edredons, cobertores, almofadas de berço, sufocamento com cordão  de  chupeta  e  afogamento  no banho.



4 a 8 meses - Cair de lugares altos, deixar objetos cortantes perto deles, queimadura com bebidas ou comidas muito quentes, engasgar com objetos pequenos como moedas e grãos, sufocar-se com babadores e cordões de chupeta enquanto dormem.


9 a 11 meses - Cair de escadas, queimar-se com comidas e bebidas quentes, bater contra vidros e quinas de móveis, puxar objetos que estão em cima de mesas, bancos, cadeiras e estantes, levar choque elétrico.


1 a 2 anos - Cair de escadas ou janelas, ingerir ou inalar produtos de limpeza ou medicamentos, cortar-se com tesouras e facas, bater contra vidros e quinas, sufocar com sacos plásticos, afogar-se em pscinas, prender dedo na porta.


3 a 5 anos - Cair, queimar-se com fósforo ou isqueiros, cortar-se com objetos cortantes, engasgar ou sufocar-se com amendoins, balas, chicletes..., ingerir ou inalar produtos perigosos, afogar-se.


Acima de 5 anos - Queda de bicicletas, patins, muro, árvores, trombar com outras crianças ou objetos enquanto corre, levar boladas, queimar-se em panelas quentes, machucar-se com quebra de copos, pratos de vidro.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...