Postado e Escrito por: Renata Palombo
A Naty é minha flor. É doce, "ingênua", e apaixonante. Amor a primeira vista.
A Naty é meu espelho. Me espelha e se espelha em período "integral". Me faz sentir inveja da juventude e ao mesmo tempo confirma o quanto eu fui feliz na minha adolescência com a minha família, amigos e igreja. Me faz agradecer a Deus por todas as alegrias, tristezas, conquistas e dificuldades que vivi nessa época.
Sua passividade denuncia meu descontrole e meu jeito exagerado de abordar alguns assuntos, me fazendo desejar ter mais serenidade. Me mostra que é possível pensar antes de explodir.
Seus momentos de mau humor me obrigam a tentar respeitar o momento do outro.
É contida e reservada. Prefere ouvir do que falar. Característica que eu admiro em mim mesma. Não sou assim com os mais íntimos, mas sou assim com o meio social, o que me proteje e me favorece em muitas circunstâncias.
Naty é divertida, consquência de pouca malícia.
É uma ótima companhia. Quando saímos juntas se mostra uma boa amiga, interessada e respeitosa, reconhece o valor das coisas e se esforça para pouco incomodar.
É minha "gêmea" na ansiedade. Somos craques em passar uma impressão de calmaria enquanto estamos explodindo em ânsias.
Seu processo de aprendizagem nem sempre é rápido mas é sempre eficaz. Parece que antes de apreender uma nova informação, avalia e reflete na tentativa de que aquilo faça sentido em sua vida. Isso me ajuda a entender que em grande parte das situações a vida segue seu curso natural "independente" de nossos esforços.
Naty é a prova concreta da capacidade que tem o ser humano de adaptar-se a situações adversas. É a prova concreta de que nunca é tarde para começar nada. Não é tarde para aprender ortografia, para aprender a dividir e multiplicar, para aprender a perguntar, para aprender a namorar... Não é tarde para permitir-se ser amado, não é tarde para mudar os planos, não é tarde para começar e recomeçar quantas vezes forem necessárias.
O Diego é o meu guia, meu mapa!!! Seus comportamentos dizem o tempo todo o caminho que eu devo andar, como se "gritassem" aos meus ouvidos: "Você achou que ser mãe era por esse caminho? Não é! O caminho é outro", "Ei? Desse jeito que você está fazendo não vai funcionar. Faça de outro jeito", "Porque você fala assim? Ele é só uma criança. Fala de novo, mas agora fala direito", etc, etc, etc.
Os mapas servem para isso, não é? Para guiar. As vezes precisamos fazer o retorno, as vezes podemos pegar um atalho, as vezes para chegar onde queremos temos que passar por onde não queremos, as vezes a rua é asfaltada, as vezes de terra, se chover vira lama, as vezes tem pedras, buracos, pontes, córregos...
O Diego é doce e charmoso, mas não me conquista só pela docilidade ou charmosura. Me conquista pela esperteza e perspcácia. É ligeiro e astuto, sabe manipular a situação a seu favor.
Contestador, é do tipo que prefer falar o que pensa. Ganha muito com essa característica, mas as vezes se expõe sem necessidade. Consegue ouvir quando é preciso, ou talvez quando lhe convém.
Sua energia é invejável, ora me cansa, ora me contagia.
O Diego é divertido! Consequência de muita malícia.
É uma ótima companhia. Quando saimos juntos costuma ser parceiro e protetor.
É meu "gêmeo" na ansiedade. Somos craques em nos pré-ocuparmos com coisas que talvez nunca aconteçam.
Teimoso! Suas tentativas de contrariar nas pequenas coisas tira a paciência de qualquer um em 5 minutos. Mas "sabe" quando recuar. Sua teimosia reforça minha impotência! Sei que não posso controlar todas as coisas, mas muitas vezes ajo como se pudesse.
O Diego me ensinou que a psicossomática realmente existe, porque sentimos "dor (nó) na garganta quando estamos com saudades", "corpo descontrolado quando estamos com raiva" e "vento na barriga quando estamos com medo" (definições dele).
Sua facilidade em falar de sentimentos (quando quer) me ajuda a ser mais sincera, porque sou obrigada a confessar a ele que também tenho medo de escuro, também grito quando estou com raiva, também falo o que não deveria e depois me arrependo e também desrespeito minha mãe.
Meus filhos me ensinam que o "meu mundo" não é o mais correto e nem o melhor, mas que existem "outros mundos" onde também é possível sonhar, aprender e amar.
Meus filhos me ensinam que diferenças e semelhanças fazem parte da vida e não do sangue e que emoções e comportamentos estão escritos na alma e não no D.N.A.