quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Casal Americano aguarda o nascimento do 20º filho

Postado por Renata Palombo
O casal Jim Bob e Michelle Duggar, famoso nos Estados Unidos por sua numerosa família no programa de TV "19 Kids and Counting" (19 Crianças e Contando), anunciou nesta terça-feira que aguarda o nascimento de mais um filho.

Michelle, de 45 anos, confirmou sua gravidez com uma mensagem no site oficial da família, e disse que dará à luz em 2012. "Depois do nascimento de Josie (sua filha número 19), não sabíamos se poderíamos ter mais", disse ela, que correu risco de vida, assim como sua filha, que nasceu prematura em um quadro de pré-eclâmpsia.

A mulher fez menção ao ocorrido dizendo que "aquela experiência foi uma das mais aterrorizantes" pelas quais ela e sua família passaram, mas dá graças a Deus por esse "milagre". "Há muitos anos, Jim Bob e eu decidimos entregar a Deus este aspecto de nossas vidas, e cada um de nossos filhos está agradecido por estar aqui. Nosso objetivo é ensiná-los a amar Deus e servir ao próximo", disse.

O casal, que vive no estado de Arkansas e teve há dois anos seu primeiro neto, garante jamais ter utilizado métodos anticoncepcionais. Autodenominados "cristãos conservadores", Jim Bob e Michelle têm filhos em idades compreendidas entre 23 e 2 anos, todos com nomes iniciados pela letra "J".

O casal explicou em seu site que a Bíblia os guia diariamente, e que o livro sagrado dos cristãos "contém todas as respostas para as perguntas sobre a vida", como, por exemplo, a procriação.

"Confiamos que o publico sabe que somos pessoas normais, com nossas fragilidades e imperfeições individuais, mas servimos a um Deus extraordinário que se compadece ao demonstrar seu poder", disseram os Duggar. EFE

Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/casal-americano-aguarda-nascimento-20-filho-221647959.html

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nas entrelinhas

Postado e Escrito por Renata Palombo
Fonte: Google Imagens 
No culto da manhã de ontem o pastor iniciou o sermão dizendo que a vida não é do jeito que a gente quer, mas sim do jeito que ela é, em seguida ele falou que nós (seres humanos) conseguimos ler apenas o que está escrito nas "linhas" da vida, mas Deus escreve também nas "entrelinhas".

Um dia antes eu e meu marido falávamos exatamente sobre isto pensando em como é nossa vida hoje.

Lendo as "linhas" da nossa vida, quem podia prever o que Deus estava escrevendo nas "entrelinhas"? O que Ele escrevia fez "cair por terra" muitos planos, sonhos e expectativas não somente nossos, mas também de nossos pais, irmãos, amigos e até de meros conhecidos. Mas a vida não é como a gente quer, é como ela é!!!

Muitos "leram" as "linhas" da vida de nossos filhos e sentiram compaixão, dó, pena e até desesperança... mas Deus também estava escrevendo nas "entrelinhas" da vida deles.

Certamente, ainda hoje, muitos olham para nossa vida e não conseguem "ler" o que está escrito (acho que as vezes a gente também não).

No sermão o pastor falou também que as "entrelinhas" é aquela fase da vida em que não conseguimos entender o porque as coisas estão acontecendo e nem para que. As vezes essas fases são aquelas bem dificeis, mas depois que passam entendemos o porque delas precisarem ter sido escritas.

Mas tenho certeza que ontem de manhã, ao vermos a Naty tomando uma decisão tão importante em sua vida, conseguimos "ler" muitas coisas que estavam escritas apenas nas "entrelinhas" e mais uma vez pudemos comprovar que os planos de Deus são maiores do que os nossos!!!

Eu agradeço a todos os nossos familiares e amigos que puderam estar presentes na programação de ontem e a todos os familiares e amigos que muitas vezes não conseguiram ler as "linhas" de nossas vidas, mas que ainda assim ficaram do nosso lado... O testemunho da minha filha no dia de ontem certamente alcançou muito mais vidas do que eu sozinha poderia alcançar.

Eu nao sei o dia de amanhã... não sei onde eu estarei... não sei onde ela estará... mas sei que Deus continuará escrevendo nas ENTRELINHAS...

Que nós possamos sempre confiar em Seu poder!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Grávida no Coração

Postado por Renata Palombo
Escrito por  Paula Pinto da Silva


Recebi por e-mail e decidi publicar:

- Mãe, gostas de mim?
- Gosto de ti até ao céu, meu filho…

- Mãe, se eu tivesse estado na tua barriga, gostavas mais de mim?
- Não, meu filho, porque haveria de gostar? Tu estiveste dentro de mim,
no meu pensamento e no meu coração… O meu desejo de te ter, de te pegar, de ver o teu rosto era tão grande como uma barriga de grávida.

- Mãe, então tu dizes que gostas tanto de mim, que sou teu filho adotivo, como do meu irmão, que é teu filho biológico?!
- Claro que sim! Quando estava à espera do teu irmão, sentia-me feliz porque ia ter um filho, não porque a minha barriga estava a crescer. Há muitas maneiras de ter filhos: na barriga, no coração…

- Mãe, grávida no coração??? O coração não tem filhos!!!
- Tem filhos sim! E foi lá que tu nasceste, é lá que estás a crescer e onde vais ficar! Para qualquer lado aonde vá, levo-te sempre no meu coração.

- Ah! Então é mais importante ter amor de uma mãe do que nascer da sua barriga?!
- Claro, meu filho! Mãe é aquela que chora quando estás doente, que te pega ao colo mesmo quando lhe doem as costas e que te dá o beijo de boa noite… O pai não engravida, no entanto, ama os filhos desde o primeiro momento e para sempre!

- Pai, mas eu não sou parecido contigo!
- És parecido comigo, sim! Tens o meu nome e és um bocadinho daquilo que eu sou, daquilo que eu gosto, daquilo em que acredito e que respeito. Até falas como eu!

- Pai, e os genes?
- Se um dia quiseres ser músico, atleta ou escultor; Cantaremos juntos, faremos corridas na praia com os teus irmãos e até encheremos a casa com barro. Tu não precisas saber quais os teus genes. Precisamos é de estar juntos para os descobrir…

- Mãe, e a minha história?
- A tua história és tu quem vai fazer. A tua história somos nós… tu, eu e o teu pai, os teus irmãos, avós, tios, primos; todos os que estão aqui ao teu lado, orgulhosos, a ver-te crescer lindo e feliz!

- Mãe, porque me adotaste?
- Porque queria ser mãe!

- ENTÃO, ÉS TU A MINHA VERDADEIRA MÃE!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O que eu virei???

Postado e Escrito por Renata Palombo
Depois que eu virei mãe eu acho que virei também uma "coisa" que eu nao sei que nome tem.

Ontem foi feriado... um feriado prolongado...

Eu acordei com alguém falando "mãe" e quando eu abri os olhos eu vi uma mão fechada com uma canetinha no meio de cada dedo, fazendo uma espécie de mão com garras (sei lá o que era aquilo)... antes mesmo que eu pudesse falar qualquer coisa veio a pergunta: "Mãe, você sabe como escreve Wolverine?" Imaginei que aquela era a mão do Wolverine... Pensei: "Quem é Wolverine? Acho que além de mãe eu virei também uma espécie de adivinha".

Depois que eu levantei, lavei louça, fiz comida, lavei louça, guardei as compras, lavei louça, almocei, lavei louça. Coloquei a roupa de molho e tentei esfregar freneticamente cada roupa do Diego que estava marrom, mas que era de qualquer outra cor... não aguentei esfregar toda a roupa... pedi ajuda do marido... bati 3 máquinas de roupas e fiz um malabarismo para conseguir estender tudo em uma apartamento minúsculo. Pensei: "Eu fazendo tudo isso no feriado? Acho que virei dona de casa."

Mas pra falar a verdade eu acho que estou longe de ser dona de casa, porque fiz tudo isso que escrevi acima, mas acordei as 13:00h, entrei no meu facebook, li todos os meus emails, joguei um joguinho  no computador, dei atenção pro marido, assisti um filme na HBO Family e um pedacinho de "Fina Estampa"... Pensei: "Fiz tudo isso num único dia? Acho que eu virei multiplicadora de tempo".

Quando tudo parecia tranquilo, já seguindo para a hora de dormir, lá por volta das 21:00h chegou a Natalia do acampamento da igreja com lama até no pescoço. Roupas, bolsa, mala, cobertor, calçado... tudo a "pura lama"... Quis chorar... Eu e meu marido simplemente começamos tudo de novo... esfrega roupa, poe maquina pra bater, acha lugar no apartamento para estender, poe o Diego no banho, coloca na cama, conta história, ajuda a Naty a organizar algumas coisas... Pensei: "Acho que virei louca".

O feriado se foi... Meus filhos estão aqui... felizes por tudo o que viveram nos úlitmos dias cheios de atividades para os dois (acampamento, visita a casa dos amigos, festa de aniversário, passeio no shopping...).

Agora, 1 hora da madrugada, estou aqui escrevendo este post, esperando a ultima máquina de roupas parar de bater e senti orgulho do que virei. O que eu virei??? Acho que não virei nada além...

Pensei: "Acho que não virei nada além de somente MÃE!!!

domingo, 13 de novembro de 2011

Queremos viver todas as Fases

Postado por Renata Palombo
Escrito por Carmen Barcat
Fonte: Google Imagens

Muitas pessoas temem a adoção tardia justificando que querem viver todas as fases dos filhos... não querem perder as "primeiras vezes". Neste texto Carmen expõe de forma muito especial que sempre haverá primeiras vezes e que sempre serão maravilhosas! Leia e se emocione!

"As crianças maiores necessitam de muitos cuidados maternos e paternos. Temos muito a lhes ensinar, ainda que não sejam bebês. Algumas coisas nos são tão corriqueiras, parecem-nos tão comuns, que não imaginamos que sejam desconhecidas de nossos pequenos.


Meus filhos não conheciam muitas frutas e comidas. A Raquel, por exemplo, não conhecia pêra. Imaginem, então, frutas como figo, jabuticaba, kiwi e tantas outras que ela adora! Nunca vou me esquecer de uma de nossas primeiras refeições, um almoço simples (arroz, feijão, bife e farofa) e a frase dita com os olhinhos brilhando: “Nossa! Parece Natal!”


O primeiro mês com um “bebê” de 7 anos e 3 meses em casa? Não dormi direito nenhuma noite e acordei bem cedo até nos finais de semana. Qualquer barulhinho, eu pulava da cama para verificar se estava tudo bem.

Banhos e cuidados de higiene? Sim! Muitos banhos da mamãe e do papai nos bebês de 7 e 8 anos. Ensinamos a escovar os dentes direitinho e limpamos os bumbuns também!

Xixi na cama? Trocas noturnas? Chupeta e mamadeira? Sim! Passamos por tudo isso!

Escola? Vivemos tudo! A separação, a adaptação... Terminei de alfabetizar a Quel e estou alfabetizando o Davi. Acompanho diariamente a aprendizagem dos três.

Ensinei e ensino muitas brincadeiras, cantigas, histórias...

“Bebê” dodói? Sim! Já passei noites sem dormir, medindo febre, medicando, com o coração na mão.

Colinho? Canções de ninar? Sim, sim! Meus bebês adoram que a mamãe cante para eles dormirem!

Reunião familiar para conhecer e paparicar o novo bebê? Sim!

Vivemos a alegria de preparar o quarto, o enxoval, escolher brinquedos, livros, CD de cantigas...



Os primeiros passos? Sim! Nós vimos e sentimos intensamente os primeiros passos de nossos filhos em nossa direção. Bem, na verdade, quando nos vimos pela primeira vez como mãe e filho, o Davi veio correndo aos meus braços!

A primeira viagem, o primeiro desenho no cinema, a primeira peça teatral! Os olhinhos brilhando, o sorriso imenso ao avistarem o mar pela primeira vez! Tudo isso vivemos com nossos “bebês”!

E a emoção do chamamento tão esperado? Ah, sim! Fui privilegiada pois não tive de esperar meses e meses... no primeiro dia em nosso lar, eu ouvi: Mamãe!."

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Diferenças de Gênero e Idade

Postado e Escrito por Renata Palombo
Menino futebolMenina celular

Chá de bebê da tia:
Natalia - Teclando no Celular
Diego - Jogando refrigerante nas lâmpadas do jardim para ver sair fumaça

Bolinha de papel caída no meio da sala:
Natalia - "Não vou levantar daqui pra jogar esse papel no lixo de jeito nenhum. Vou fingir que nem vi"
Diego - "Oba! Vou jogar futebol! Onde pode ser o gol?"

Na igreja:
Natalia - "Posso almoçar na casa de fulana(o) depois do culto?"
Diego - "Falta muito para acabar esse culto?"

Mc´Donalds:
Natalia - Big Mac
Diego - Mc lanche feliz "com brinquedo"

Na rua:
Diego - "Olha! Um carro igual do tio Binho"
Natalia - "Carro? Que carro? Aonde?"

Internet:
Natalia - MSN, Orkut, MSN, Facebook, MSN, ..., MSN
Diego - Youtube (Melhores gols da semana)

Televisão:
Natalia - Uma rosa com amor, Cristal, Amigas e Rivais, Esmeralda...
Diego - Futebol (Qualquer time contra qualquer time)

No celular:
Natalia - Teclando
Diego - Jogando

Se vestindo:
Natalia - "Mãe, eu não tenho roupa!"
Diego - "Mãe, porque você quer escolher sempre uma roupa diferente?"

No cinema:
Natalia - Comédia Romântica
Diego - Ação em 3 D

Lição de Casa:
Natalia - Sozinha
Diego - Nem sozinho e nem acompanhado

Comida desconhecida:
Natalia - "Eu não gosto"
Diego - "Posso experimentar?"

Passeio em Família:
Natalia - Letargia (nem sempre)
Diego - Energia (sempre)

Quem fez isso???
Natalia - "Eu não!"
Diego - "Eu não!"
Fredinho - "Au, au, au!" (Tradução: Eu não!)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Supernanny afirma que tudo sobre a educação dos filhos está em Provérbios

Postado por Renata Palombo
Fonte: Google Imagens
A educadora Cris Poli, conhecida por orientar famílias no programa de televisão Supernanny, foi a uma das palestrantes no 2º Encontro de Educadores/2010 realizado em Barueri, Cidade da Grande São Paulo.

Segundo a protagonista do reality show do SBT, que já recebeu mais de 30 mil pedidos de ajuda, “as famílias cristãs estão tão perdidas quanto as que não são cristãs”. Na opinião de Cris, os princípios bíblicos – que deveriam balizar a educação – não têm sido colocados em prática mesmo em núcleos familiares cristãos. “A família precisa viver a Palavra de Deus”, destacou.
A educação, de acordo com ela, tem passado por uma fase de equilíbrio entre a rigidez e a permissividade. “Precisamos de regras e rotinas, mas sem esquecer o amor e a flexibilidade”, explicou a orientadora. “Eu me pergunto onde está a Palavra de Deus nessas famílias cristãs em coisas simples, como agradecer por uma comida e orar antes de dormir. É o beabá da educação”, relatou a instrutora que possui mais de 40 companheiras de profissão à frente de programas Supernanny ao redor do mundo.

“Se você quer saber sobre educação de filhos, pode ler o livro de Provérbios que está tudo lá. Cada pensamento de Deus está lá”, expressou. Ter voz de comando, organização, qualidade de tempo com os filhos e cumplicidade entre os pais, foram algumas dicas da superbabá que o pastor Creusi Santos, da 1ª Igreja Batista de Barueri, irá procurar passar para a sua família, que ganhará um novo integrante em breve.

“Eu não concordo muito com a perspectiva da psicologia sobre a educação das crianças. Ela tem uma visão muito legal, porque a Bíblia tem uma visão muito mais equilibrada em termos de educação”,observou.

Prestes a completar cinco anos visitando casas pelo reality, com o contrato renovado por mais um ano com a emissora de Silvio Santos, Cris Poli dedicou a Deus o que considerou como sendo uma reviravolta na sua vida.

“Estou aqui pela graça e misericórdia do Senhor. Até 2005 eu era uma educadora que trabalhava numa escola de educação cristã bilíngue. Deus ‘moveu os pauzinhos’ e me convidaram para trabalhar no SBT”, disse Cris que, em virtude do sucesso do Supernanny, passou a escrever livros e a dar palestras.

Fonte: Guia-me/ com citação Notícias Cristãs

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Impedida de Ser Mãe?

Escrito e postado por Renata Palombo
Fonte: Google Imagens

Na arrumação da casa encontrei um material da pós graduação que eu fiz em 2004 na área de psicologia hospitalar. Nesse material tinha os resumos das monografias apresentadas de todos os alunos da turma. Óbvio que eu já não me lembrava de quase mais nenhum trabalho, mas fui relembrando conforme fui folheando o material.

Dentre os temas das monografias encontrei um que me chamou a atenção, cujo o título era: "Impedida de ser Mãe". Lembrei-me que o trabalho tratava sobre as questões emocionais de mulheres com problemas de infertilidade. Lembrei-me também que a autora da monografia havia escolhido o tema baseada em sua própria história de vida, onde já havia passado por alguns tratamentos fracassados para engravidar, incluindo abortos.

Na época eu devo ter achado interessante o tema dela e talvez até admirado sua "coragem" de estudar academicamente sobre si mesma. Mas hoje eu senti tristeza no coração em pensar que milhares de mulheres que sofrem de infertilidade sentem-se, assim como ela, impedidas de serem mães.

Algumas conseguem engravidar logo nas primeiras intervenções clínicas para infertilidade, outras não. Tratamentos de fertilidade são, na grande maioria, longos, desgastantes, doloridos e custosos. Interferem no corpo, no humor, no trabalho, na família. Certamente cada mulher/casal tem o seu limite do quanto está disposta(o) a suportar para conseguir engravidar. E de quanto tempo estão dispostos a esperar também.

Mas eu fiquei pensando de que infertilidade esse trabalho tratava. Será que da infertilidade física ou emocional? Se o sonho é ficar grávida a infertilidade física certamente pode impedir de realizar este sonho. Se o sonho é ser mãe, a infertilidade emocional certamente pode impedir de realizar o sonho. Qual das duas infertilidades deve ser tratada?

Eu nao sei que rumo tomou a vida dessa colega de pós graduação. Eu não sei se ela conseguiu engravidar, se conseguiu ser mãe, se desistiu de tudo... Eu sei que se eu voltasse no tempo e pudesse lhe dizer algo sobre o assunto eu diria o seguinte: "Se seu sonho é ficar grávida faça tudo o que estiver ao seu alcance, tudo! Pague o preço que for, passe por quantas intervenções médicas forem necessárias e possíveis, porque no dia em que você conseguir engravidar tudo terá valido a pena! Mas se o seu sonho for ser mãe, não se sinta impedida, você pode encurtar o caminho... "

Tem pessoas que podem realizar o sonho da maternidade através da gravidez. Outras não.

Eu nunca fiquei grávida. Eu não fui impedida de ser mãe!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Fio de Cabelo

Escrito por Luiz Schettini Filho
Postado por Renata Palombo
Fonte: Google Imagens

Luiz Schettini escreve sobre adoção. Eu recebi esse texto dele por email e decidi publicar no blog porque fala sobre relações humanas. Não importa se suas relações são maritais, de filiação, trabalistas... sempre haverá "fios de cabelos" que podem ser evitados. Leia e compreenda:

Os seres humanos sempre tropeçam em pedras, nunca em montanhas.
Emilie Cady

"Convivência se processa na trama de pequenas (ou grandes) coisas que, ao longo do tempo, vão tomando contornos e construindo configurações estranhas. Por vezes, complicadas a tal ponto que passam a ser obstáculo à permanência das relações entre as pessoas. Em cada história repetem-se ações e reações semelhantes, embora com tonalidades pessoais. O dia-a-dia da convivência aponta para um sem-número de acontecimentos que, individualmente, são vistos como irrelevantes, quando não, sem qualquer significação e que respondem por desgastes e barreiras à vida em comunidade.

Para usar uma imagem simples – simplória até -, são como fios de cabelo a quem ninguém dá importância maior. Chama-nos a atenção um fenômeno ocorrente na experiência de quase todos nós: pias e lavatórios que, sem mais nem menos, nos surpreendem simplesmente entupidos; de tempos em tempos nos irritamos com a água que, a cada dia, escoa com mais lentidão. Constatamos o inevitável entupimento. Tomadas a providências de praxe, descobrimos o surpreendente: a razão de tão incômodo transtorno é simplesmente um amontoado de fios de cabelo. Jamais um fio de cabelo sozinho provocaria tamanho problema. Nem dois, nem três ou quatro... A questão torna-se evidente: o problema é a conjunção dos finíssimos e ignorados fios que vão tecendo uma teia de intervalos tão pequenos que não mais permitem a passagem da água.

Não estaríamos tão longe da realidade se comparássemos boa parte das dificuldades da convivência com o processo de obstrução das pias que deveriam ser um meio de coletar o que nos é útil e deixar escoar o que não mais nos serve para o uso. No cotidiano das relações é, sem dúvida, o acúmulo de atitudes e ações, aparentemente inofensivas, o responsável pelo entrave da convivência amadurecida e propícia à consecução de projetos comuns das pessoas dos vários grupos a que pertencem: seja na família, no exercício da profissão ou na escola. Que “fios de cabelos” tão incômodos seriam esses? Vale refletir sobre alguns exemplos.

As palavras apressadas da crítica, movida pela raiva ou por uma interpretação errônea ou, ainda, respostas intempestivas a perguntas que nem sequer foram convenientemente compreendidas.

Comentários maldosos que expõem o outro à crítica de seu grupo de convivência.

Suspeição sobre a conduta do outro sem nenhuma intenção de chegar à verdade para estabelecer uma forma de ajuda.

Negação de oportunidade para que o outro tente reformular comportamentos desorganizados e inadequados.

Idéias pré-formadas sobre o comportamento alheio que dificultem ou impeçam a análise e a disponibilidade de deixar o outro se expressar para podermos assumir atitudes de ajuda.

Dificuldade de ouvir o que o outro diz naquilo que ele tem a dizer, sem nos deixarmos contaminar com o que queremos ou preferimos ouvir. Somos seres da palavra, o que nos faz, por conseqüência, seres da audição.

Criar expectativas distantes ou incompatíveis com a realidade do outro, isto é, exigir dele que se comporte em consonância com o que é bom, adequado ou esperado, sem levar em conta suas limitações e seu ritmo pessoal. Não será muito difícil agirmos de uma maneira justa e amorosa com aqueles em quem reconhecemos limitações decorrentes de patologias ou dificuldades genéticas ou congênitas. Difícil para alguns é agir com justiça e amor quando não enxergam as peculiaridades que não têm a cor da doença entendida como disfunção orgânica.

Interpretar como defeito o que faz parte do conjunto de características pessoais. Há pessoas lentas na compreensão do que se lhes diz, confusas na expressão de suas idéias ou com baixos limiares de irritabilidade, sem que isso tenha que ser visto como um defeito de personalidade. É verdade, que nem sempre, estamos munidos de paciência para esperar do outro um resultado ao qual já chegamos há muito tempo. A boa convivência, entretanto, pede que busquemos usar os recursos que temos em favor dos que não os têm. Afinal, se quisermos alimentar, ao mesmo tempo e no mesmo local, uma girafa e uma ovelha, não seria justo e eficiente colocar o alimento apenas ao alcance da girafa, com seu gigantesco pescoço. Com certeza, a ovelha morreria de fome. A convivência se deteriora quando disponibilizamos seus nutrientes apenas ao alcance dos mais “ágeis” e “habilidosos”.

O silêncio continuado poderá enfraquecer as relações de convivência, sendo interpretado de forma distorcida e injusta. O “não-dito” dá margem a fantasias por vezes incontroláveis. O recolhimento demasiado para dentro de si contribui para distanciamentos no conviver, em que, ao invés de possibilitar compartilhamentos, poderá romper o tecido do aconchego.

Talvez não possamos evitar todos os “fios de cabelo” que se interpõem nas relações de convivência. Todavia poderemos, com certeza, evitar que formem redes e trançados que inviabilizem sentirmo-nos bem nos grupos a que pertencemos."

Bibliografia: Schettini Filho, Luiz. A coragem de conviver. Editora Vozes

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Descobrindo a "Tiaternagem"

Escrito e Postado por: Renata Palombo

Vou ser tia! Quer dizer, já sou tia!

Sinto-me muito grata a Deus porque em tão pouco tempo descobrindo o que é ser mãe ele me presenteou com a oportunidade de também descobrir o que é ser tia.

Outro dia fui a uma loja de gestantes comprar um "minhocão" para minha irmã e para uma amiga, ambas gestantes de aproximadamente 30 semanas. Antes de ir a loja minha irmã me aconselhou a não me endividar e eu desconsiderei achando o conselho sem muito propósito.

Na loja fiquei "enlouquecida", encantada com tudo o que existe para gestantes e bebês, sonhando com cada roupinha, com cada acessório em meu sobrinho. Peguei o telefone celular e liguei primeiro para minha irmã e depois para minha amiga e com a  "maior empolgação do mundo" contei e descrevi para elas cada "maravilha" que eu estava vendo na loja. Nessa hora entendi o conselho da minha irmã sobre não me endividar, e se num primeiro momento eu ignorei o conselho por não achar necessário, nesse segundo momento eu ignorei por não "conseguir me controlar". Gastei 3 vezes mais do que havia me proposto.

Depois que eu sai da loja me dei conta do quanto tinha sido exagerada no telefonema para elas. Com quase 30 semanas de gestação, muitas coisas já compradas e ganhas, curso de pais e várias feiras de gestantes no currículo, certamente não havia (para elas) nenhuma novidade em uma pequena loja para gestantes e bebês. Entendi que minha "empolgação" nada tinha a ver com o que elas pudessem sentir, mas fazia parte da emoção de ser tia de "primeira viagem", de quem está descobrindo a "tiaternagem". (Aproveito a oportunidade para agradece-las por terem sido legais comigo acolhendo minha animação).

Há algumas semanas dormi com a minha irmã. Acordei de madrugada e coloquei a mão na barriga dela, senti o pequeno bebê mexendo-se sem parar, pra cá e pra lá... Acordei ela na mesma hora dizendo: "Ele está mexendo! Acorda que ele está mexendo!" Minha irmã "meio" mal humorada, talvez pelo sono interrompido, pouco me deu atenção. Possivelmente todas as noites dela têm sido assim e tudo o que ela mais quer agora é poder domir a noite toda para poupar energia para depois que o bebê nascer.

De novo percebi que minha "euforia" fazia parte das minhas descobertas enquanto tia.

Dizem que ser tia é ficar só com o lado bom de ser mãe, porque você aproveita os sobrinhos e na hora da dificuldade "devolve" para os pais. Acho que isso é verdade. Não estou sentindo os incomodos da gravidez, não estou com todas as encanações que estão na cabeça dela, não estou me preocupando com hospital, móveis, moradia... Mas estou curtindo muito viver, sonhar e descobrir tudo isto.

Aliás estou descobrindo também um novo tipo de amor. É o "amor por extensão": o amor q sinto pela minha irmã se estendendo na mesma intensidade por um ser que eu ainda nem conheço...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tem feijões nascendo em cima do meu filtro

Postado Por: Renata Palombo
Escrito por: Giselle Dutra

Este texto é de Gisele Dutra, uma grande amiga virtual que me ajudou muito quando meus filhos chegaram por ter uma história parecida com a minha!! Ela escreveu este lindo texto e muito gentilmente autorizou que eu publicasse no meu blog. Tenho certeza que vocês vão gostar!!!

"Amo blogs de decoraçao... fico horas vendo aquelas fotos de casa tão lindas, perfeitamente desarrumadas, aqueles livros tortos em cima da mesa de centro, ou aquela manta de sofá jogada estrategicamente de lado, compondo aquele ambiente perfeito.
Sofá branco, parede colorida, tá na moda os adesivos, copos e talheres... mesa arrumada pra almoço, pro café, pro jantar...

Na minha casa o sofá é laranja, com marquinhas de algum líquido derramado, descobri marcas de beijo de baton atrás da porta do armário do banheiro, batom de muuitas cores, e vez ou outra acho uma adesivo (figurinhas) colado aqui e acolá.

De repente, chego do trabalho e me deparo com um relógio dentro da fruteira, um brilho labial dentro da geladeira e feijões nascendo em cima do filtro da cozinha.... Depois de dias lutando com elas, as roupas limpas ainda permaneciam sem dobrar sobre a cama do quarto de hóspedes. Nunca encontro meus chinelos, mas tropeço em vários pares de mini sapatos pela casa. Sem contar os cadernos, revistas, robozinhos, rodinhas soltas, cartinhas e mais cartinhas, pedaços de quebra cabeça, no sofá, no quarto, na cozinha, em toda parte....

Os feijões são parte da experiência escolar da minha filha, que se empolgou tanto e plantou mais quatro.. e tá curtindo ver as plantinhas crescerem.

A mesa nunca está posta mas a gente sempre come junto, mas pra que ser sempre no mesmo lugar? Vamos juntos pra sala, pra varanda, pro chão.. onde der vontade, desde que juntos.

Percebi que minha casa nunca será a casa da revista milimetricamente planejada com aqueles quadros lindos desalinhados na parede, pq no lugar deles, tenho porta retratos que não combinam, um do desenho carros, ao lado de outros mais clássicos, com fotos de momentos lindos da minha vida... meu casamento, a chegada dos meus filhos, os aniversários, o natal e aquela viagem especial.

Antes da chegada dos meus filhos, havia uma certa organizaçao no meu lar doce lar, tipo, se uma caneca de café ficasse esquecida perto do computador, certamente permaneceria ali uns dias até o dono levar para a pia... Agora, você pode encontrar uma não, mas várias coisas espalhadas pela casa, mas elas mudam de lugar o tempo todo, aparecem coisas novas, de repente tudo adquiriu vida.

Enfim, acho que é exatamente essa a explicação... tudo ganhou vida!
Pois além dos brinquedos, livros, mochilas e roupas espalhadas pela casa, também existem risinhos, gritinhos, a palavra "mããe!" falada umas 957 vezes por dia, som de tv em desenho animado e muitos beijos soltos pelo ar.

Minha casa nunca será uma casa de revista de decoraçao, pois as fotos nunca vão expressar todo amor e toda vida que ela contem.

Ser feliz é simples assim!"

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Definição de Filho por José Saramago

Postado por: Renata Palombo

Fonte: Google Imagens
"Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como?  Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".

domingo, 11 de setembro de 2011

Aprendendo com Joquebede

Postado e Adaptado por: Renata Palombo
Fonte: Google Imagens
  
      No livro de êxodo capítulo 2:1 a 10 (Bíblia Sagrada), conta a história de Joquebede, uma mãe de muita coragem. Ela fazia parte do povo de Israel e vivia no Egito. O rei do Egito começou a perceber que o povo de Deus estava mais numeroso e forte que o seu povo (Ex. 1:9) e ficou com medo de que no caso de uma guerra os Hebreus se unissem com os inimigos do Rei e batalhassem contra eles (Ex. 1:10) então determinou que as parteiras da época matassem todos os bebês hebreus que nascessem do sexo masculino, dessa forma o povo pararia de crescer e prosperar. As parteiras temeram a Deus e não obedeceram ao Rei, então ele deu uma nova ordem dizendo a todo o povo que todos os filhos que nascessem dos Hebreus deveriam ser jogados no Rio Nilo, mas as meninas poderiam viver.
            Aconteceu que nessa época nasceu o filho de Joquebede, um menino lindo. Com medo de perder o filho, ela conseguiu esconde-lo por três meses e quando viu que não podia mais escondê-lo colocou-o em um cesto de junco e depositou o cesto no rio Nilo. Sua outra filha (Miriã) acompanhou o menino rio abaixo até que ele foi encontrado pela filha do Faraó. Logo a irmã do bebê foi até a princesa e disse que conhecia uma mulher que poderia cuidar da criança pra ela. A princesa mandou chamar a mulher, deu o menino para que ela cuidasse e ainda lhe pagou um salário por isso. Quando o menino cresceu, a filha do Faraó o adotou como filho e colocou-lhe o nome de Moisés, que significa “retirado das águas”.
            Como mães, podemos aprender muitas lições com as escolhas e atitudes de Joquebede.
            A primeira lição que podemos aprender é que mães precisam ter atitude e criatividade. Joquebede não ficou sentada lamentando a situação, esperando uma solução vinda de fora. Ela sofria com a possibilidade de perder o filho e fez tudo o que estava ao seu alcance para salvar a vida do bebê. Certamente a medida que o menino crescia e seu choro ficava mais vigoroso ela tinha mais medo de ter o filho descoberto pelos egípcios e morto. Ela deve ter pensado em muitas coisas, mas viu no Rio Nilo uma possível saída para sua situação. Apesar de saber que o rio era repleto de crocodilos, ela sabia também que havia muitas mulheres às suas margens para banhar-se, pegar água, lavar roupas... Inclusive a princesa do Egito! Ela então teve a criatividade e a atitude de preparar uma cesta de junco (para despistar os crocodilos) e vedar com betume para evitar entrar água. Era uma situação emergencial e alguma coisa precisava ser feita.  Qual tem sido a nossa atitude diante das dificuldades que temos enfrentado com nossos filhos? Fingimos que não “é com a gente” ou buscamos ajuda e alternativas para resolver os problemas? Ficamos desesperadas, sem ação, lamentando, ou nos enchemos de coragem, nos armando com o escudo da fé e enfrentamos os problemas, sabendo que Deus está no controle da situação?
            Esta é a segunda lição que podemos aprender com Joquebede: Ter Fé em Deus. Acreditar que Deus é um Deus de Milagres. Para fazer o que fez Joquebede precisava acreditar num milagre vindo dos céus, pois só pela interferência Divina o menino poderia se salvar. E o milagre veio completo, como Deus é maravilhoso! O menino foi achado nada mais nada menos do que pela filha do Faraó, ela viu graça na criança mesmo percebendo que era do povo hebreu, Miriã (irmã mais velha de Moisés) viu a princesa pegando o bebê, a princesa aceitou a sugestão de Miriã e a criança voltou exatamente para o seio de sua família. Agora já não precisavam mais se preocupar porque a criança estava sobre a proteção da princesa do Egito e a família ainda receberia um salário para cuidar da criança. Quando vivemos pela fé, Ele nos dá muito mais do que sonhamos. Será que essa sucessão perfeita de acontecimentos foi apenas uma ironia do destino? Com certeza não! Quando entregamos nossas vidas nas mãos de Deus, Sua vontade é, muito maior que simplesmente “ironias do destino”. Quando pensamos na nossa vida hoje, vemos que cada dia é um grande milagre de Deus. Nossos filhos não estão boiando em um rio cheio de crocodilos, mas estão em um mundo cheio de violência, doenças, perigos e más influencias. Hoje nos vemos cercados de “crocodilos” modernos, mas as Mãos de Deus operam milagres diários em nossas vidas protegendo a nós e a nossos filhos, assim como fez com Moisés.
            A terceira lição é sobre Coragem. Uma mãe precisa ter coragem de confiar no Poder Deus. Acreditar que Deus é um Deus de milagres pode até ser fácil, mas colocar as nossas vidas nas Mãos dele contrariando tudo o que nos parece sensato, exige coragem. Ao colocar seu filho nas perigosas águas do Nilo, ela provou que tinha muita coragem e confiança de que Deus estaria cuidando dele. Possivelmente Joquebede questionou porque as coisas tinham que ser daquele jeito, porque o Faraó tinha dado a ordem de matar todos os meninos, mas mesmo com estes questionamentos ela acreditou que Deus estava no comando. Na nossa vida hoje também é assim, embora nem sempre entendamos as conseqüências das atitudes dos homens, Deus é sempre soberano e tudo conduz. Será que confiamos que Deus está cuidando de cada filho nosso? Que a vida dos nossos filhos depende mais das providências Divinas que das nossas? É claro que temos o dever de proteger e cuidar de nossos filhos, mas a vida deles está nas mãos protetoras e amorosas de Deus.
            A quarta lição que Joquebede nos ensina é a importância da Cumplicidade Familiar. Quando temos uma dificuldade com os filhos, todos os membros devem participar ativamente. Devem saber sobre o que está acontecendo e cada um fazer a sua parte na resolução do problema. Por três meses Moisés ficou escondido em casa, os irmãos mais velhos (Arão e Miriã) precisaram ser orientados devidamente e souberam guardar o segredo sobre a existência do irmão. Para tarefa tão difícil, precisou contar com a ajuda de todos. Ser cúmplice significa apoiar o outro em suas decisões. Tantos os filhos de Joquebede quanto seu marido podiam ter tentado impedi-la de cometer a “loucura” de colocar o filho no rio, mas eles a apoiaram e confiaram que ela estava sendo guiada por Deus. Miriã, também foi de grande apoio e cumplicidade quando decidiu seguir o irmão e depois em ir falar com a filha do Faraó, ela se sentiu co-responsável pela situação e fez a parte dela para resolver o problema da família. Infelizmente hoje vemos muitas mães sobrecarregadas com todas atribuições, dentre elas resolver os problemas dos filhos sozinhas. Umas agem assim por serem centralizadoras e crerem que somente elas são capazes de resolver as situações adversas, outras porque a própria família (marido e filhos) não querem se comprometer. Mas a experiência de Joquebede nos ensina que se É UM PROBLEMA DE FAMÍLIA, DEVE SER RESOLVIDO ATRAVÉS DA FAMÍLIA.
            A quinta lição se refere a responsabilidade das mães em estimular a Autonomia dos Filhos. A mãe entregou a Miriã a tarefa de vigiar o irmão e confiou que ela era capaz. Provavelmente tenha ficado muito orgulhosa do que a filha fez: tomar atitude de falar com a princesa oferecendo a sua família para cuidar do pequeno bebê. Muitas vezes estamos impedindo nossos filhos de crescerem por não permitir que façam aquilo que já são capazes e por não acreditarmos neles. Claro que precisamos levar em consideração a faixa etária e respeitar seus limites.
            A sexta e última lição é sobre criarmos os filhos para o serviço ao Senhor. Moisés ficou pouco tempo sob os cuidados de sua família até ser adotado pela princesa egípcia, porém foi o tempo suficiente para que Joquebede lhe ensinasse sobre o amor e o poder de Deus. Os poucos anos na casa de seus pais foram de extrema importância para receber educação e orientação espiritual. Lá ele conheceu a Deus e aprendeu a amá-lo e respeitá-lo, aprendeu a conhecer Sua vontade e obedecer-lhe; ali aprendeu que Deus é um Deus de milagres. Assim que saiu da casa dos pais Moisés foi educado de acordo com o costume real, em todos os ensinos do Egito. Recebeu a educação de um príncipe, sendo preparado para se tornar o Rei do Egito. Ainda assim, Moisés escolheu permanecer nas mãos de Deus e manter-se fiel ao Deus verdadeiro que havia conhecido no seio de sua família se tornando posteriormente o libertador do povo de Deus. Vemos também ao longo da história, que Arão e Miriã também tiveram participação importante na jornada espiritual dos Hebreus, sendo servos do Senhor por toda a vida, o que prova que Joquebede mostrou aos filhos através de seus testemunhos a presença de Deus de maneira tão forte que os filhos “não puderam” desviar-se de Seus caminhos. Temos criado nossos filhos na presença de Deus? Eles estão aprendendo em casa a servir a Deus? Como mães cristãs temos tido o cuidado de dar a educação espiritual necessária para que eles aprendam a temer, amar a Deus e servi-lo? É um privilégio e uma alegria quando podemos ser instrumentos do Senhor para levar nossos filhos ao conhecimento e à fé em Jesus Cristo, ensiná-los a orar diariamente e buscar direção para suas vidas na Palavra de Deus. Deus preserva a vida de nossos filhos para Sua honra e glória.
            Quem dera pudéssemos ver todas as mães e pais tendo como objetivo maior para a vida de seus filhos servir e honrar a Deus.
Bibliografia: Bifano, Gilson e Bifano, Elizabete. Pais e Mães da Bíblia: Erros e Acertos. Ministério Oikos. 2003.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

MEUS FILHOS

Postado e Escrito por: Renata Palombo

A Naty é minha flor. É doce, "ingênua", e apaixonante. Amor a primeira vista.

A Naty é meu espelho. Me espelha e se espelha em período "integral". Me faz sentir inveja da juventude e ao mesmo tempo confirma o quanto eu fui feliz na minha adolescência com a minha família, amigos e igreja. Me faz agradecer a Deus por todas as alegrias, tristezas, conquistas e dificuldades que vivi nessa época.

Sua passividade denuncia meu descontrole e meu jeito exagerado de abordar alguns assuntos, me fazendo desejar ter mais serenidade. Me mostra que é possível pensar antes de explodir.

Seus momentos de mau humor me obrigam a tentar respeitar o momento do outro.

É contida e reservada. Prefere ouvir do que falar. Característica que eu admiro em mim mesma. Não sou assim com os mais íntimos,  mas sou assim com o meio social, o que me proteje e me favorece em muitas circunstâncias.

Naty é divertida, consquência de pouca malícia.

É uma ótima companhia. Quando saímos juntas se mostra uma boa amiga, interessada e respeitosa, reconhece o valor das coisas e se esforça para pouco incomodar.

É minha "gêmea" na ansiedade. Somos craques em passar uma impressão de calmaria enquanto estamos explodindo em ânsias.

Seu processo de aprendizagem nem sempre é rápido mas é sempre eficaz. Parece que antes de apreender uma nova informação, avalia e reflete na tentativa de que aquilo faça sentido em sua vida. Isso me ajuda a entender que em grande parte das situações a vida segue seu curso natural "independente" de nossos esforços.

Naty é a prova concreta da capacidade que tem o ser humano de adaptar-se a situações adversas. É a prova concreta de que nunca é tarde para começar nada. Não é tarde para aprender ortografia, para aprender a dividir e multiplicar, para aprender a perguntar, para aprender a namorar... Não é tarde para permitir-se ser amado, não é tarde para mudar os planos, não é tarde para começar e recomeçar quantas vezes forem necessárias.

O Diego é o meu guia, meu mapa!!! Seus comportamentos dizem o tempo todo o caminho que eu devo andar, como se "gritassem" aos meus ouvidos: "Você achou que ser mãe era por esse caminho? Não é! O caminho é outro", "Ei? Desse jeito que você está fazendo não vai funcionar. Faça de outro jeito", "Porque você fala assim? Ele é só uma criança. Fala de novo, mas agora fala direito", etc, etc, etc.

Os mapas servem para isso, não é? Para guiar. As vezes precisamos fazer o retorno, as vezes podemos pegar um atalho, as vezes para chegar onde queremos temos que passar por onde não queremos, as vezes a rua é asfaltada, as vezes de terra, se chover vira lama, as vezes tem pedras, buracos, pontes, córregos...

O Diego é doce e charmoso, mas não me conquista só pela docilidade ou charmosura. Me conquista pela esperteza e perspcácia. É ligeiro e astuto, sabe manipular a situação a seu favor.

Contestador, é do tipo que prefer falar o que pensa. Ganha muito com essa característica, mas as vezes se expõe sem necessidade. Consegue ouvir quando é preciso, ou talvez quando lhe convém.

Sua energia é invejável, ora me cansa, ora me contagia.

O Diego é divertido! Consequência de muita malícia.

É uma ótima companhia. Quando saimos juntos costuma ser parceiro e protetor.

É meu "gêmeo" na ansiedade. Somos craques em nos pré-ocuparmos com coisas que talvez nunca aconteçam.

Teimoso! Suas tentativas de contrariar nas pequenas coisas tira a paciência de qualquer um em 5 minutos. Mas "sabe" quando recuar. Sua teimosia reforça minha impotência! Sei que não posso controlar todas as coisas, mas muitas vezes ajo como se pudesse.

O Diego me ensinou que a psicossomática realmente existe, porque sentimos "dor (nó) na garganta quando estamos com saudades", "corpo descontrolado quando estamos com raiva" e "vento na barriga quando estamos com medo" (definições dele).

Sua facilidade em falar de sentimentos (quando quer) me ajuda a ser mais sincera, porque sou obrigada a confessar a ele que também tenho medo de escuro, também grito quando estou com raiva, também falo o que não deveria e depois me arrependo e também desrespeito minha mãe.

Meus filhos me ensinam que o "meu mundo" não é o mais correto e nem o melhor, mas que existem "outros mundos" onde também é possível sonhar, aprender e amar.

Meus filhos me ensinam que diferenças e semelhanças fazem parte da vida e não do sangue e que emoções e comportamentos estão escritos na alma e não no D.N.A.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O dia em que minha vida mudou de vez....

Postado Por: Renata Palombo
Escrito Por: Daniele Suzuki
Retirado de: http://bloglog.globo.com/danielesuzuki/


Este texto é da atriz Daniele Suzuki eu retirei do blog dela ( http://bloglog.globo.com/danielesuzuki/). Eu gostei muito da forma como ela escreveu, pois nos mostra que os filhos nos ensina desde sempre!!!


"O dia do parto... Ai ai por mais que eu evitasse aquela expectativa por esse momento, esse dia nunca deixou de ser o dia mais aguardado e preparado.

Eu quis tudo organizado, o parto natural com música, iluminação,um ambiente aconchegante,seguro e adequadopara chegada do meu bebê em paz. Não via a hora de ver o rostinho dele e de abraçar  muito aquele ser tão pequeno que soluçava na minha barriga.

...Mas como a vida é sempre surpreendente lá estava eu novamente aprendendo que não posso controlar as leis do universo e kauai manifestou sua chegada bem antes do esperado.

Sem minha mala maternidade pronta, comecei a sentir as contrações que suavemente foram se fortalecendo até se tornarem insuportáveis. Esperei um dia e meio e quando já não dava mais fui pro hospital.

Comecei o ritual como programei, fiz as respirações, relaxei na bola, meditei e pedi muito a Deus que me ajudasse a ser forte. Fábio ficou comigo o tempo todo às vezes aflito às vezes dormindo rs...um misto de emoções. A querida Stephanie, nossa orientadora do curso sobre os cuidados com o bebê, também estava lá todo tempo ao meu lado.

Aquele momento ali das contrações no quarto não consigo descrever, tamanha a dor que me deixou em transe, principalmente depois que a Dra Elizabeth me pediu para forçar a saída do bebê a cada contração que eu tivesse. Depois de 8hs nesse trabalho eu ainda estava estagnada com 1 cm de dilatação foi aí que decidiram pela cesária. Putz ! Não acreditei...foi um misto de frustração e confusão mental dentro de mim, mas o que importava mesmo era a saúde do bebê.

E tudo a partir dali tudo aconteceu muito rápido. Lembro de flashes, eu deitada na maca no elevador indo para sala de cirurgia, de sentir muiiito frio, de perder a sensibilidade total das pernas e do pano azul que cobria a minha visão da barriga e eu só aguardando algum barulhinho do bebê.

Quando kauai nasceu eu e Fábio chorávamos de soluçar, ficamos abraçados os três e agradeci aos prantos com toda minha alma à Deus, ao Universo o tão precioso presente.

Fábio cortou o cordão e levou o bebê com ele. Fiquei lá pra terminar a cirurgia. Quando cheguei no quarto Fábio deu o primeiro banho e eu o primeiro mama.Eu tava totalmente zonza e logo adormeci.

Até agora não consigo parar de olhar pra ele e agradecer a Deus meu bolinho lindo que ama ficar pendurado no meu peito e agarradinho comigo igual a um broche.

Minha recuperação da cesária foi bem lenta e bem chatinha então no próximo vou tentar novamente o parto normal.

Como decidimos não filmar nem fotografar o registro do parto fica somente no corpo e na mente".
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